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Alemanha

Conflito no Oriente Médio divide alemães e israelenses

Enquanto o antigo embaixador de Israel em Berlim, Avi Primor, afirma ser indispensável a presença alemã em uma tropa internacional de paz na região, o conflito no Oriente Médio divide o governo de coalizão na Alemanha.

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Conflito no Líbano: centenas de mortos, milhares de fugitivos

Desde que exerceu o cargo de embaixador israelense em Berlim, entre 1993 e 1999, o atual diretor do Instituto de Estudos Europeus da Universidade de Herzliya, Avi Primor, tornou-se uma das mais importantes vozes do diálogo alemão-israelense.

Avi Primor, ehemaliger israelischer Botschafter in Deutschland Porträtfoto

Avi Primor defende e critica Israel

Em entrevista à rede de televisão pública ARD, na noite de quarta-feira (02/08), Avi Primor defendeu a participação alemã em uma tropa internacional de paz para o Líbano, como também admitiu erros estratégicos do exército de Israel nos ataques contra o país vizinho.

Primor declarou também ao jornal Financial Times Deutschland que a solução do atual conflito no Oriente Médio estaria na Síria, com quem o governo de Israel deveria iniciar negociações.

A escalada do conflito no Líbano também divide o governo de coalizão em Berlim, onde social-democratas, que pedem um cessar-fogo imediato na região, se distanciam de democratas cristãos e social-cristãos.

Presença alemã indispensável

Na entrevista televisiva, o antigo embaixador israelense definiu como "indispensável" a participação alemã em uma eventual tropa internacional de paz para o Líbano, um tema que vem preocupando políticos e a opinião pública alemã.

Por razões históricas e sentimentais, Avi Primor considera a França o país mais indicado para comandar uma operação de paz em sua antiga colônia. Primor declarou que, às vésperas de uma eleição presidencial, a França estaria num momento difícil para arcar com tal tarefa, sendo a Alemanha, um tradicional parceiro francês, o mais capacitado a ajudá-la estrategicamente.

"O medo de que soldados alemães possam eventualmente enfrentar soldados israelenses pode ser contornado através do estacionamento das tropas alemãs no norte do Líbano, evitando assim a fronteira israelense", afirmou Primor.

Falhas na estratégia israelense

Israel Libanon Luftangriffe auf Libanon Brücke zerstört

Primor condena destruição da infra-estrutura libanesa

Na entrevista à ARD, Avi Primor defendeu o direito de Israel de se defender, mas admitiu também que o exército israelense falhou em sua estratégia inicial de bombardeio aéreo da infra-estrutura libanesa.

Principalmente no norte do país: "A infra-estrutura do Hisbolá e não a do Líbano deve ser destruída", declarou Primor em sua entrevista à televisão alemã.

Avi Primor acrescentou que a atual ofensiva israelense por terra deveria ter sido utilizada desde o início: "Uma guerra não pode ser ganha do ar", afirmando ainda que os combates deverão durar não mais do que 10 dias, quando uma tropa internacional de paz deve ser instalada.

Resistência norte-americana

Em entrevista ao Financial Times Deutschland, Primor exigiu ainda que o governo de seu país inicie negociações com a Síria para a resolução do conflito no Líbano: "Temos muito a oferecer à Síria e os sírios têm muito a nos oferecer. E o preço se chama Colinas de Golã".

O antigo embaixador também admitiu que negociações em torno de uma retirada de Israel das regiões ocupadas em 1967 enfrentariam, no presente momento, a resistência norte-americana: "Com os norte-americanos, nós temos um verdadeiro problema", ressaltou Primor.

Avi Primor reiterou a crítica à destruição da infra-estrutura libanesa: "É um erro pensar que fazer pressão sobre a população libanesa a colocará contra o Hisbolá. O contrário vai acontecer: eles se colocarão a favor do Hisbolá", comenta Avi Primor.

Conflito também na política interna alemã

Angela Merkel bei George Bush in Washington

Alemães não concordam com Merkel, afirma a Spiegel

Em sua edição desta semana, a revista Der Spiegel comenta que enquanto Angela Merkel declara como de prioridade máxima o tema do Oriente Médio, o Partído Social-Democrata (SPD), parceiro de Merkel no governo de grande coalizão, se ocupa de si mesmo e o faz de forma representativa de toda a nação.

Criticado por estar sumindo como partido dentro do governo da grande coalizão, o SPD estaria agora se distanciando da posição de Merkel e exigindo um cessar-fogo imediato para a região, no que seria apoiado pela maioria da população. Segundo pesquisa encomendada pela Der Spiegel, 53% dos alemães não concordam com a atitude de Merkel de, por razões históricas, não criticar Israel no atual conflito. Apesar de o ministro alemão das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier (SPD), ainda discordar da posição que seu partido vem assumindo, a escalada da crise poderia provocar uma ruptura na coalizão, afirma o Der Spiegel, já que os social-democratas não concordariam com um apoio alemão a Israel se, por exemplo, a Síria fosse envolvida.

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