1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

Conflito no Líbano acentua diferenças entre potências ocidentais

Os periódicos do Velho Continente comentam os desdobramentos no Oriente Médio. Pró-árabes ou pró-israelenses, reina o ceticismo quanto a uma guinada para melhor. O Ocidente não pode se dar ao luxo de ser mero observador.

default

Um 'novo Oriente' em chamas?

O jornal italiano La Stampa sintetizou assim, nesta terça-feira (18/07), a presente relação entre o Ocidente e o Oriente Médio em crise: "Apesar do consenso entre os países do G8, penosamente alcançado em São Petersburgo, as diferenças permanecem gritantes: Bush acusou a Síria e o Irã abertamente de serem a causa da violência do Hisbolá contra Israel. Entretanto, os dois países não foram mencionados no documento final, pois Putin, Chirac e Prodi levantaram veto. Sob tais condições, não será fácil chegar a um denominador comum no Conselho de Segurança da ONU".

O britânico The Guardian lamentou."Mais uma vez a voz dos europeus calou-se diante de uma crise internacional". Porém, nem tudo está perdido: "Caso uma tropa internacional de segurança seja realmente enviada ao Líbano, os governos europeus devem se engajar. A UE não pode observar inerte e entregar as decisões importantes aos Estados Unidos, enquanto a situação se agrava". Na véspera, o mesmo jornal ditava que "o tempo de apelar ao comedimento já passou, já que ambos lados não demonstram o menor sinal de exercê-lo".

Israelis im Luftschutzbunker

Abrigo antibombas israelense

Segundo o De Morgen, da Bélgica, até a Rússia se envolver na questão "era tarefa da União Européia frear Israel e manter uma aparência não partidária – no que o bloco europeu falhou. Quando Israel embolsa o dinheiro dos palestinos ou destrói usinas elétricas, a Europa se restringe a protestos verbais complacentes, quase inaudíveis, e pega o talão de cheques". O periódico continua, comparando a Europa a uma espécie de "Madre Teresa", que tenta "aliviar o sofrimento humanitário" e "pagar as contas de luz do hospital".

La Libre Belgique concentrou-se nas tensões entre os Estados da UE à luz do conflito. "O ministro alemão do Exterior, Frank Walter Steinmeier, declarou que não se pode confundir as provocações do Hisbolá com a reação israelense. O chefe da diplomacia holandesa, Bernard Bot, insistiu numa declaração 'equilibrada'. Alguns países, como Bélgica, Espanha, Luxemburgo ou Suécia, querem ir mais longe do que outros, como o Reino Unido e a Alemanha. [...] As novas tensões reforçaram as diferenças entre os europeus."

Quadro de pessimismo

O russo Kommersant protestou que "classificar como inadmissível o uso indiscriminado de violência não funciona no caso do Líbano". Segundo seus redatores, Israel não tinha alternativas para a atitude que tomou contra o Hisbolá. "Além de libertar reféns, os israelenses também têm que achar uma resposta fundamental para o problema do Hisbolá – uma tarefa difícil que ninguém pode resolver para eles."

Israelische Mädchen schreiben Botschaften auf 155mm Bomben für Hisbollah

Meninas israelenses escrevem mensagens em bombas para o Hisbolá

Na França, Le Figaro criticou os EUA por "nem mobilizar suas forças, quando a crise escalou após o seqüestro dos soldados israelenses, nem enviar um alto representante". O diário também considerou negativo o fato de os norte-americanos tentarem "tirar vantagens dessa dupla guerra contra os extremistas, dessa ruína de armas e sangue, pelo menos de civis".

Pessimista é o resumo da situação por La Repubblica. Para o jornal publicado em Roma não se trata "apenas" da eterna briga entre Israel e Palestina, mas sim de "um novo Oriente, que está em chamas". "Em poucos meses, a morte de Arafat, a retirada da Faixa de Gaza, a partida de Sharon, os desdobramentos no Irã, a retirada síria do Líbano, a crescente rivalidade entre xiitas e sunitas, além do caos no Iraque. Tudo isso, e ao fundo a paralisação dos EUA, antigo árbitro na região. O fogo se alastra, mas quem pode se opor a ele?"

Leia mais