1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

Conferência do quarteto do Oriente Médio em Londres

Tony Blair recebe liderança palestina, representantes dos EUA, ONU, Rússia e UE para lançar as bases de uma paz duradoura no Oriente Médio. Sharon não participa, mas suas promessas ditam os debates.

default

Presidente palestino Mahmoud Abbas

Nesta terça-feira (01/03), o presidente Mahmoud Abbas, e demais representantes da liderança palestina encontram-se em Londres com membros do chamado quarteto do Oriente Médio, composto pelos Estados Unidos, ONU, Rússia e União Européia. Eles debatem reformas da Autoridade Nacional Palestina (ANP). Na conferência, de que participam diversos outros países, não se visa uma solução de paz abrangente para a região, mas apenas discutir uma das precondições para a retomada do processo de paz: a implementação de reformas estruturais nos territórios palestinos.

O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, fez o convite para a conferência durante seu giro pelo Oriente Médio, em dezembro de 2004. Originalmente ele certamente esperara poder abrigar em sua capital uma verdadeira conferência de paz. Após a morte do líder Yasser Arafat, em novembro, anunciaram-se mudanças fundamentais na linha de conduta dos palestinos. Dessa forma, Blair considerou oportuno atacar em nível internacional o "conflito central clássico do Oriente Médio.

Precondições favoráveis

O premiê logo teve que reconhecer que seu otimismo fora exagerado. Washington reagiu com surpresa à proposta, e de Jerusalém imediatamente partiram sinais de rejeição. Os israelenses não recusaram abertamente participar da conferência, porém Blair e Ariel Sharon estabeleceram de comum acordo que Israel se manteria de fora. Em contrapartida, Sharon se esforçaria para apoiar o novo governo palestino em sua decisão de combater a violência e retomar o processo de paz.

As inequívocas declarações de Abbas contra o terror e sua prontidão em iniciar negociações com Israel oferecem naturalmente boas condições para a retomada do processo. O encontro entre Abbas, Sharon, o presidente do Egito, Hosny Mubarak, e o rei Abdullah, da Jordânia, na cidade egípcia Sharm El Sheikh, deu o impulso definitivo para o atual encontro.

Moderação recompensada

Durante a reunião em Londres, o presidente palestino deve receber a confirmação de que contará com apoio internacional, caso mantenha sua rota de conciliação e moderação. Não se trata de uma conferência de países doadores, porém a ajuda que será prometida inclui também aspectos materiais.

Após os anos da intifada, o governo Abbas necessita de auxílio abrangente para reerguer sua infraestrutura em grande parte destruída. Só assim se pode pensar em normalização nos territórios palestinos: enquanto o povo estiver na miséria, sempre haverá aqueles dispostos a perpetrar novos atos de violência.

O apoio político a Abbas inclui inevitavelmente exercer pressão sobre Israel – quando chegar o momento apropriado – no sentido de que cumpra suas promessas. Sharon prometeu abandonar a Faixa de Gaza até o meio deste ano. Além disso, nas últimas semanas declarou que evacuará as cidades da Cisjordânia, colocando-as sob controle palestino.

Israel e suas promessas

O gverno de Israel expressou-se ainda disposto a negociar com Abbas um programa de paz duradoura, tendo como meta distante a criação de um Estado palestino independente. Parece um tanto inesperado tais propostas partirem precisamente de Ariel Sharon, até agora um dos principais adeptos da "ideologia da Grande Israel". Entretanto o premiê se comprometeu, também diante dos EUA, e uma das tarefas da comunidade internacional será tomá-lo ao pé da letra e exigir que cumpra suas promessas.

Estes são planos que obviamente visam ao apaziguamento da região. Mas que também podem ser facilmente sabotadas, como demonstrou o atentado da sexta-feira passada (25/03) em Tel Aviv. Todo o espírito conciliatório da liderança palestina não impedirá totalmente que fanáticos e agitadores políticos continuem a cometer atos de violência. Porém, apesar de todos os perigos e eventuais vicissitudes, ambos os lados têm que trilhar o caminho já iniciado – esta é certamente a mensagem que partirá de Londres.

Leia mais