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Alemanha

Conferência do Clima: para respirar bons ares

Cerca de cinco mil especialistas de 189 países participam da 10ª Conferência do Clima, em Buenos Aires. Para celebrar a aprovação do Protocolo de Kyoto – apesar da recusa dos EUA – e discutir futuros desafios.

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Ministro alemão do Meio Ambiente permanece otimista

Não se pode dizer que o desenvolvimento do clima mundial seja motivo de alegria. Mesmo assim, os países signatários da Convenção Quadro de Mudança do Clima terão o que comemorar durante sua 10ª reunião anual na capital argentina, que vai de 6 a 17 de dezembro. Afinal, com sua ratificação pela Rússia, finalmente o Protocolo de Kyoto poderá entrar em vigor.

Adotado em 1997, o protocolo prevê que países industrializados reduzam suas emissões 5,2% em relação às emissões de 1990, sendo que isso deve ocorrer entre 2008 e 2012. Estima-se, porém, que as negociações para o que acontecerá após 2012 deverão ser iniciadas em 2005.

Não é à toa que o nome da reunião de Buenos Aires é A Convenção do Clima após 10 anos: realizações e desafios futuros. Temais centrais da conferência deste ano, da qual participam cerca de cinco mil representantes de 189 países, continuam sendo o aumento da temperatura terrestre e a redução das emissões de poluentes. A grande novidade, no entanto, pode ficar por conta da futura inclusão de países em desenvolvimento no programa.

Importante é evitar o aquecimento terrestre

Na Alemanha, a meta de reduzir até 2012 as emissões em 21% em comparação com os índices de 1990 está prestes a ser alcançada: 19 pontos percentuais já estão garantidos. Mas países como Espanha, Itália e Áustria estão longe de atingir as metas estipuladas.

Putin unterzeichnet Kyoto-Protokoll

Assinatura do presidente russo, Vladimir Putin, permitiu que o protocolo entrasse em vigor

Segundo o ministro alemão do Meio Ambiente, Jürgen Trittin, "só será possível prevenir um desenvolvimento dramático, se garantirmos que a elevação da temperatura não ultrapasse a marca de dois graus acima da média do período pré-industrial". Na Alemanha, houve um aumento de 0,7 grau na média térmica anual em relação a 1901, informou o Serviço Alemão de Meteorologia.

Segundo estimativas de especialistas, a emissão mundial de poluentes teria de ser reduzida até 2050 à metade do valor registrado em 1990. Como um primeiro passo nessa direção, a Alemanha se predispôs a reduzir suas emissões em 40% da taxa de 1990 até o ano de 2020, desde que o resto da União Européia se proponha a alcançar uma redução de pelo menos 30%.

Alemanha está entre os líderes

O ministro salientou ainda o papel de liderança da Alemanha no uso de energias renováveis. "Através da utilização conseqüente de energia renovável, a Alemanha se tornou líder tecnológico no setor e ocupa hoje a primeira posição mundial na utilização de energia eólica e a segunda na de energia fotovoltaica, atrás apenas do Japão."

Trittin lembrou ainda o papel exemplar que o país desempenha na Europa com a introdução do imposto ecológico. Na primeira metade de 2004, 10% da energia do país foi produzida de modo regenerativo.

No futuro, será dedicada atenção especial a setores que escapam às cláusulas de Kyoto, como trânsito, residências e pequenas empresas. O governo espera reduzir a emissão de gás carbônico nesses setores em cerca de nove toneladas em relação ao período de 2000 a 2002, com medidas como a criação de um pedágio para caminhões de carga, o incentivo à reforma de casas antigas de modo a substituir velhas caldeiras por sistemas elétricos de aquecimento, bem como o aumento do preço de gás e óleo para calefação.

Além do mais, serão criados mecanismos de controle de emissão para os transportes aéreo e marítimo, que até então escapavam de qualquer controle.

Países em desenvolvimento devem colaborar

Umwelt Klimaschutz Emissionshandel

Poluição do ar é um dos motivos do aquecimento terrestre

Mas o peso não deve recair apenas sobre nações industrializadas. A futura participação de países em desenvolvimento, que até 2012 estão isentos das obrigações do Protocolo de Kyoto, também está na pauta do evento deste ano.

Quanto a isso, o ministro Trittin permanece otimista. "A China, por exemplo, tem como meta quadruplicar o Produto Nacional