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Cultura

Conferência debate presença sul-americana no futuro Fórum Humboldt

Evento reúne em São Paulo 20 personalidades do mundo das artes visuais da América do Sul. Elas discutirão a participação do subcontinente no Fórum Humboldt, centro internacional de cultura em construção na capital alemã.

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Área onde está sendo construído o Fórum Humboldt em Berlim

O Instituto Goethe de São Paulo recebe neste fim de semana (25 e 26/01) o Fórum Humboldt, uma conferência fechada com participação de 20 personalidades selecionadas do mundo das artes visuais da Alemanha e da América do Sul.

O evento pretende definir a participação e a colaboração de instituições sul-americanas com o Fórum Humboldt, centro internacional de cultura que existirá dentro do Palácio de Berlim (Berliner Schloss der Hohenzollern), que está sendo reconstruído na capital alemã.

Segundo Klaus-Dieter Lehmann, presidente mundial do Instituto Goethe, e Hermann Parzinger, presidente da Fundação do Patrimônio Cultural Prussiano, o Instituto Goethe de São Paulo é o escritório regional para América Latina e dispõe, portanto, "de uma rede adequada, tanto do ponto de vista logístico como também em termos de conhecimento dos especialistas da região".

No momento, o Instituto Goethe de São Paulo é também responsável pela programação cultural da Temporada Alemanha+Brasil 2013-2014 e já trabalhou com a Fundação do Patrimônio Cultural Prussiano em diversas exposições e eventos culturais em todo o Brasil.

As discussões em São Paulo contarão, entre outros, com a presença do secretário da Cultura do Estado de São Paulo, Marcelo Araújo; de Lidia Goldmann, da Fundação Bienal SP; de Victoria Giraudo, do Malba em Buenos Aires; e de José Carlos Levinho, diretor do Museu do Índio/Funai.

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Klaus-Dieter Lehmann, presidente mundial do Instituto Goethe

"São museólogos especializados nas áreas de etnologia e arte, pesquisadores e representantes de grupos indígenas, assim como artistas e curadores", explicaram os representantes das instituições que encabeçam o projeto na América do Sul sobre os participantes da conferência.

Participam também representantes do Museu Nacional do Rio de Janeiro; Museu Nacional de Arte de La Paz; Museu Goeldi (Belém); Museu de Arte Moderna de Salvador; Instituto Colombiano de Antropologia e História de Bogotá; representantes da Escola de Arte em Santiago do Chile e da Universidad Ciudad Bolívar da Venezuela e importantes curadores e artistas de diferentes países.

Temas históricos, perspectiva atual

Esse encontro se realiza tendo como foco o ambicioso projeto da construção de um centro de culturas não europeias na praça central em Berlim, no lado oposto à Ilha dos Museus.

O Humboldt Fórum é a integração dessas coleções não europeias, interpretadas a partir de uma perspectiva contemporânea. Desde o início devem ser levados em conta os aspectos de cada região, dos quais o Fórum Humboldt se ocupará – Ásia, África, América do Sul e do Norte e Pacífico.

As instituições participarão do desenvolvimento de conceitos através de troca de informações e conhecimento e construção e manutenção de uma rede de pessoas. "Neste ponto, o Instituto Goethe vê uma tarefa decisiva. A Fundação do Patrimônio Cultural Prussiano considera muito importante que o Fórum Humboldt mantenha relações duradouras com todas as culturas do mundo, para que possa constantemente refleti-las de forma dinâmica em Berlim", afirmaram os líderes da conferência em São Paulo.

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Parzinger, Fundação do Patrimônio Cultural Prussiano, reitera importância das relações entre as culturas

O Palácio de Berlim quer ser um ponto de encontro de pessoas de todo o mundo, um local único de alcance internacional para a arte, cultura, ciência e educação. De perspectivas muito diferentes, o local focalizará desde temas históricos até temas atuais de relevância global.

Unidade de culturas

O Fórum Humboldt vai contar com uma nova apresentação do acervo do Museu Etnológico de Berlim e Museu de Arte Asiática da cidade. Para expandir essa coleção e dar uma visão global ao projeto, a Fundação do Patrimônio Cultural Prussiano criou o Advisory Board, uma equipe de museólogos internacionais colaboram no desenvolvimento do conceito de exposições, a fim de evitar visões eurocêntricas e também para enfrentar de forma moderna os desafios desse grande projeto.

"Deve ser criada uma comunidade de aprendizagem, responsável por fortalecer a capacidade de diálogo ente as culturas através de uma política museológica ativa e aberta. Isso vale tanto para os museus sul-americanos entre si, quanto em relação à Alemanha", explicaram os organizadores da conferência.

Para a Fundação do Patrimônio Cultural Prussiano, é importante para a configuração concreta do Fórum Humboldt a maneira como os museus na América do Sul apresentam a sua cultura, "como eles gostariam de ser apresentados e representados na Europa, quais as conexões estabelecidas na América do Sul entre arte antiga, indígena e contemporânea e como é visto aqui o futuro papel dos museus e instituições culturais na sociedade".

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Obra terá fachada histórica e interior moderno

Em 2008, o arquiteto italiano Franco Stella ganhou o concurso internacional para a construção do Palácio de Berlim. Sua concepção contempla o barroco das três fachadas históricas na construção das partes novas usando uma linguagem arquitetônica clássica atemporal.

Com a construção do Palácio de Berlim, a avenida Unter den Linden receberá de volta o prédio que abrigou os reis da Prússia na cidade. Ao mesmo tempo, o prédio exibirá a oposição entre a arquitetura histórica de sua fachada e moderna de seu interior. O Fórum Humboldt adota esse contraste como tema, integrando passado e presente num diálogo intercultural.

"O Humboldt-Forum tem como base a visão de mundo cosmopolita dos irmãos Humboldt, que parte da igualdade de direitos das culturas do mundo. As discussões e a troca de ideias que desejamos realizar com museus na América do Sul também com especialistas da África, Ásia ou Oceania. Além do mais, a vizinha Ilha dos Museus em Berlim mostra a cultura da Europa e do Oriente Médio. A Ilha dos Museus e o Fórum Humboldt formam uma unidade de todas as culturas de forma igualitária. No meio de Berlim o mundo inteiro deve poder olhar a si mesmo", concluíram.

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