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Mundo

Conferência de Paz para o Afeganistão pode ser adiada de novo

Divergências entre afegãos e dificuldades de chegar à Alemanha são as causas da incerteza. Autoridades alemãs suspendem concessão de asilo a refugiados do Afeganistão.

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Refugiados afegãos não receberão asilo na Alemanha até que se saiba o futuro do país asiático

A Conferência de Paz para o Afeganistão corre o risco de não começar na próxima terça-feira. Representantes afegãos e iranianos estão colocando em dúvida a viabilidade de o encontro de fato ser aberto daqui a três dias no palácio Petersberg, em Bonn. Divergências sobre a composição das diversas delegações afegãs, assim como dificuldades de viagem dos participantes, seriam as razões.

Na sexta-feira, a ONU já adiara a abertura da conferência de segunda para terça, alegando motivos de logística. O governo alemão informou não dispor de qualquer informação de nova mudança da data do começo das negociações sobre o futuro do Afeganistão.

Asilos suspensos – Diante da incerteza de como ficará a situação política e social naquele país asiático, a Alemanha suspendeu o julgamento de pedidos de asilo de cidadãos afegãos, conforme confirmou o presidente do Departamento Federal de Reconhecimento de Refugiados Estrangeiros, Albert Schmid, ao jornal Welt am Sonntag.

A encarregada de estrangeiros de Berlim, Barbara John (CDU), ressaltou que a situação no Afeganistão terá de ser revista, pois o asilo deve ser concedido a vítimas de perseguição por parte de um Estado ou governo e, agora, os talibãs não controlam mais o Estado afegão. "Temos de ver como a situação irá ficar", disse ela.

Ao mesmo tempo, a democrata-cristã advertiu da aceitação de candidatos a asilo de membros e seguidores do talibã. Mas Barbara John admite que dificilmente se poderá evitar o acolhimento deles, devido à legislação. O direito de asilo alemão, neste caso, não coincide com a Convenção de Refugiados de Genebra e com a Resolução 1373 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, tomada após os atentados do dia 11 de setembro em Nova York. De acordo com esta última, os talibãs, que apoiaram o terrorismo ou cometeram graves violações dos direitos humanos, não podem ser aceitos com exilados.

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