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Mundo

Conexão entre ataque em Bangcoc e terrorismo internacional é "improvável"

Autoridades tailandesas afirmam não acreditar que organização internacional esteja por trás de atentado ao santuário de Erawan. Mais de dez pessoas estariam envolvidas no incidente na capital do país.

Autoridades da junta militar que governa a Tailândia afirmaram nesta quinta-feira (19/08) ser improvável que o

ataque ao santuário hindu de Erawan, em Bangcoc

, que deixou vinte mortos, tenha sido perpetrado por uma organização terrorista internacional.

"As agências de segurança, que colaboram com agências de inteligência de diversos países, chegaram às mesmas conclusões preliminares de que é improvável que o incidente esteja ligado ao terrorismo internacional", disse o coronel Winthai Suvaree, porta-voz da junta militar, sem fornecer detalhes de como as autoridades chegaram a essa conclusão.

Segundo o chefe da polícia nacional, Somyot Poompanmoung, mais de dez pessoas estavam envolvidas no ataque, as quais o teriam planejado durante ao menos um mês.

Nesta terça-feira, a polícia havia expedido um mandato de prisão para o

principal suspeito, descrevendo-o com um homem estrangeiro não identificado

, que aparece em imagens das câmeras de segurança abandonando uma mochila no local, minutos antes da bomba explodir. Duas outras pessoas que aparecem próximas ao homem nas imagens também são suspeitas de envolvimento no ataque.

Um porta-voz da polícia havia afirmado que o suspeito "aparenta ser estrangeiro", mas poderia "estar disfarçado e usando um nariz postiço" para evitar ser identificado. As autoridades pediram ajuda à Interpol nas buscas pelo homem.

O ataque ao santuário de Erawan deixou vinte mortos e mais de 120 feridos nesta segunda-feira. Um atentado aparentemente com turistas como alvo e uma explosão dessa escala nunca haviam sido vistos na capital tailandesa. Nenhum grupo assumiu a autoria, o que criou várias incertezas sobre quem poderia estar por trás do ataque.

Uma das hipóteses é que o atentado tenha sido uma retaliação à deportação para a China de mais de cem muçulmanos da etnia uigur por parte do governo tailandês. Outra hipótese é que o ataque tenha sido realizado por grupos islamistas que almejam expandir sua influência no sudeste asiático.

As autoridades identificaram seis vítimas tailandesas, quatros malaios, quatro chineses, dois cidadãos de Hong Kong, além de um britânico, um indonésio e um cingapuriano. Duas vítimas ainda não foram identificadas.

Apenas dois dias após o ataque, considerado pelas autoridades como o pior já ocorrido no país,

o santuário de Erawan foi reaberto ao público nesta quarta-feira

.

RC/afp/ap

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