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Mundo

Conexão alemã da Al Qaeda

Detido pela polícia francesa, o alemão Christian Ganczarski é apontado como um dos cabeças da Al Qaeda. O suposto terrorista é acusado de ter participado do atentado à sinagoga na Ilha de Djerba, em abril do último ano.

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Explosão deixou 21 mortos no atentado à sinagoga na Ilha de Djerba

As autoridades francesas acreditam ter detido um membro do alto escalão da organização terrorista Al Qaeda. Christian Ganczarski, 36 anos, um cidadão alemão nascido na Polônia, desembarcou no último 2 de junho no aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, sendo imediatamente detido pela polícia francesa.

"Os serviços secretos sabem que ele já esteve em contato direto com Osama bin Laden, tendo estado também no Afeganistão e na Bósnia. Ele próprio não confessou nada, mas os serviços secretos sabem que este indivíduo, que é um especialista em computadores e em telecomunicação, é um dos mais altos responsáveis da Al Qaeda", afirmou o ministro francês do Interior, Nicolas Sarkozy.

Telefonema de Djerba - Além das ligações diretas com a organização terrorista, Ganczarski é acusado de ter participado do atentado à sinagoga na Ilha de Djerba, na Tunísia, em abril último. O ataque deixou um saldo de 21 turistas mortos, 14 deles alemães. A polícia alemã chegou ao nome de Ganczarski ao verificar que ele havia recebido um telefonema de um dos terroristas pouco antes da explosão na sinagoga.

Rumo à Arábia Saudita - Apesar de ter sido detido, as autoridades responsáveis pela investigação não encontraram provas suficientes de seu envolvimento no ataque terrorista. Pouco depois, em maio de 2003, Ganczarski e sua mulher, ambos convertidos ao islamismo, deixaram a Alemanha, mudando-se para a Arábia Saudita.

Mounir el Motassadeq

O marroquino Mounir el Motassadeq, condenado pelo apoio aos atentados terroristas de 11 de setembro

Além do telefonema recebido da Ilha de Djerba pouco antes do atentado, Ganczarski é suspeito de haver tido contato com o marroquino Mounir El Motassadeq, que residia em Hamburgo. Motassadeq foi condenado na Alemanha a 15 anos de prisão pela participação nos atentados de 11 de setembro.

Atentado em Reunião - Ganczarski foi ainda denunciado por outro marroquino, Karim Mehdi, detido no útlimo 1º de junho em Paris. Mehdi, que vive há 14 anos em Duisburg, na Alemanha, confessou que estava prestes a embarcar para a Ilha de Reunião, no Oceano Índico (departamento francês de ultramar), onde tinha a intenção de executar um atentado terrorista.

Célula de Duisburg - Ganczarski foi apontado pelo marroquino Mehdi como o responsável pela organização e o financiamento do ataque. O grupo do qual fazem parte o alemão-polonês e o marroquino, ao lado de três outras pessoas, é conhecido pelas autoridades alemãs como a "célula de Duisburg".

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