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Mundo

Comunidade internacional exige saída de Israel da Palestina

Representantes da ONU, UE, Rússia e EUA pedem cessar-fogo imediato e fim do cerco a Arafat. Alemanha mantém ajuda à Palestina e é contra sanções econômicas da UE.

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Secretário geral da ONU, Kofi Annan

A Organização das Nações Unidas, União Européia, Rússia e os Estados Unidos exigiram, nesta quarta-feira (10), a retirada imediata de Israel dos territórios palestinos ocupados. O secretário geral da ONU, Kofi Annan, conclamou israelenses e palestinos a cessarem os atos de violência e buscarem uma solução política para o conflito.

O apelo foi feito num encontro de Annan com o secretário de Estado norte-americano, Colin Powel, os ministros da Relações Exteriores da Rússia, Igor Ivanov, da Espanha, Josep Piqué, e o encarregado da política externa e de segurança da UE, Javier Solana, em Madri.

Fim do cerco - Em nota oficial divulgada na capital espanhola, a ONU, os EUA, a UE e Rússia pediram o cumprimento imediato da recentes resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que prevêem a retirada das tropas israelenses e um cessar-fogo.

Os representantes da comunidade internacional exigiram também o fim do cerco ao quartel-general do presidente da Autoridade Nacional Palestina, Yassir Arafat, em Ramallah. Eles anunciaram que vão coordenar estreitamente suas futuras atividades no Oriente Médio. A ONU, UE e Rússia manifestaram seu apoio à missão de paz de Powel no Oriente Médio.

Novo atentado - Powel viaja nesta quinta-feira (11) a Jerusalém para forçar um cessar-fogo. O governo israelense acusou os palestinos de quererem torpedear a missão de paz dos EUA, com o novo atentado suicida que explodiu um ônibus e matou oito pessoas, na manhã desta quarta-feira, na cidade portuária de Haifa.

O ministro alemão das Relações Exteriores, Joschka Fischer, teme que o conflito entre Israel e Palestina possa alastrar-se para todo o Oriente Médio. Em entrevista ao semanário Die Zeit, ele disse que as partes em conflito dificilmente encontrarão por si uma solução. "A comunidade internacional precisa intervir", afirmou.

Ajuda mantida - Fischer disse também que a confiança de Israel em sua força militar pode isolar o país. "Israel é o único país do mundo cuja existência será imediatamente questionada, caso sofra uma derrota estratégica", escreveu Fischer, autor de um plano de paz que está sendo avaliado pela UE (veja link abaixo).

Apesar do agravamento do conflito no Oriente Médio, o Ministério da Cooperação Econômica da Alemanha vai conceder, conforme previsto, uma ajuda bilateral de 50 milhões de euros para a Autoridade Nacional Palestina em 2002.

A Alemanha, Holanda, Dinamarca e o Reino Unido também estão pressionando a Comissão Européia a não impor sanções econômicas contra Israel, conforme chegou a ser cogitado pela Espanha, que atualmente exerce a presidência da UE.

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