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Mundo

Comunidade internacional condena atentados em Mumbai

Segundo comunicado oficial, as explosões de sete trens em Mumbai deixaram 180 mortos. Extremistas muçulmanos são os suspeitos pelo atentado, cuja autoria não foi reivindicada por nenhum grupo.

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Um dos trens que sofreram explosão

Sete trens dos arredores de Mumbai, capital econômica da Índia, sofreram atentado, nesta terça-feira (11/07), deixando 180 mortos e mais de 600 feridos. Os ataques à rede ferroviária aconteceram no horário de maior movimento. Autoridades do país confirmaram se tratar de um atentado terrorista, porém nenhum grupo reivindicou a autoria. A lista de vítimas não inclui nenhum estrangeiro, afirmaram fontes diplomáticas nesta quarta-feira.

Mumbai tem cerca de 17 milhões de habitantes e seis milhões deles circulam em trens diariamente. Este foi o segundo atentado que a cidade sofreu. Em 1993, 250 pessoas morreram, no que as autoridades chamaram de "ataques de gangues criminosas".

De acordo com o jornal indiano Times of India, seis estações foram atacadas em seis minutos: Khar (às 18h24), Jogeshwari (às 18h25), Borivli (às 18h26), Mira Road (às 18h29), Matunga (às 18h30) e Mahim (às 18h35).

As explosões aconteceram horas depois de oito pessoas, entre elas sete turistas, terem morrido e 20 terem ficado feridas em três ataques de supostos rebeldes em Srinagar, principal cidade da Caxemira indiana.

Comunidade internacional condena os ataques

Anschlagsserie in Bombay 11.07.2006 Bahnhof zerstörten Eisenbahnwaggon

Polícia investiga os destroços de um dos vagões atingidos

A autoria dos atentados ainda é desconhecida, mas extremistas muçulmanos da Caxemira, foco de conflitos entre a Índia e o Paquistão, estão sob suspeita. A província foi dividida entre os dois países, em 1947, quando se tornaram independentes do Reino Unido, mas os Estados ainda divergem sobre o controle da região.

A comunidade internacional condenou de forma unânime os acontecimentos desta terça-feira. Georg W. Bush, presidente dos Estados Unidos, afirmou que não há justificativa para o assassinato de inocentes e convocou a comunidade internacional a agir em conjunto com o país em sua luta contra o terror.

A chanceler federal alemã, Angela Merkel, pronunciou-se sobre os atentados em nome de seu governo. Em carta de condolência enviada nesta quarta-feira ao presidente da Índia, Merkel descreveu os acontecimentos como "aterradores" e anunciou o seu pesar ao chefe de Estado e aos cidadãos indianos. O mesmo fez o chefe de Estado francês, Jacques Chirac, em pronunciamento ao presidente Manmohan Singh, ao qual prestou solidariedade.

Tony Blair, primeiro-ministro do Reino Unido, afirmou que os ataques foram "brutais e desonrosos" e que apóia a Índia, maior democracia do mundo, com a qual compartilha a determinação de lutar contra o terrorismo e todas as suas formas.

Histórico de conflitos

Segundo pronunciamento de um funcionário do Ministério indiano do Exterior, a série de ataques teve o objetivo de perturbar o processo de paz entre país e o Paquistão. A Índia, entretanto, manterá os esforços pelo fim do conflito, afirmou.

Manmohan Singh e o chefe de Estado paquistanês, Pervez Musharraf, condenaram os atentados, que aconteceram em um período de 11 minutos, na hora do rush.

O grupo separatista Lashkar-e-Taiba, que opera na região da fronteira entre o Paquistão e a Índia, descreveu os acontecimentos como "atos bárbaros e desumanos", em telefonema a um jornal da Caxemira. Outro grupo de rebeldes muçulmanos julgou os ataques "abomináveis" e explicou que não apóia investidas contra civis.

Na parte da Caxemira que pertence à Índia, já foram assassinadas dez mil pessoas desde a insurgência contra a dominação indiana, em 1989. A Índia acusa o vizinho muçulmano de apoio a grupos rebeldes.

Mumbai Bomb Attacks Anschlagsserie in Bombay Indien Karte von Bombay mit Anschlagsorten 11.07.2006 englisch

Os locais atingidos em Mumbai

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