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Mundo

Comunidade internacional aumenta pressão sobre regime Assad

Presidentes dos EUA e da Rússia fazem comunicado em conjunto pelo fim da violência na Síria, durante cúpula do G20. ONU diz que líderes mundiais precisam "correr contra o tempo" para encontrar uma solução pacífica.

Quinze meses após o início dos conflitos entre tropas do governo e manifestantes contrários ao regime do presidente sírio, Bashar al-Assad, que teriam resultado em mais de 14 mil mortes, a comunidade internacional começa a admitir que são pequenas as chances de se chegar a uma solução pacífica para acabar com o banho de sangue no país.

Nesta terça-feira (19/06), o secretário-geral substituto das Nações Unidas, Oscar Fernandez Taranco, advertiu: "Estamos correndo contra o tempo. Poderíamos chegar a um ponto em que é tarde demais para tudo e não há mais saída", afirmou em Nova York. Ele voltou a apelar por um cessar-fogo imediato.

Os presidentes dos EUA, Barack Obama, e da Rússia, Vladimir Putin, também concordaram nesta terça-feira, durante encontro do G20, no México, que os esforços empreendidos para tentar interromper a violência na Síria não obtiveram grande êxito. "Concordamos que a violência precisa parar e que é preciso chegar a um processo político para acabar com a guerra civil", afirmou Obama. "Temos muitos pontos em comum em relação a este tema", ratificou Putin.

Amigos de armas

O presidente russo não deu sinais, porém, de que seu país deixará de vetar propostas de sanções contra a Síria no Conselho de Segurança da ONU, motivo de constantes críticas dos norte-americanos. Um dos últimos aliados do governo Assad, a Rússia tem uma base naval na Síria e há anos vende armas a Damasco.

Segundo informações divulgadas pelo governo britânico, um navio operado por russos e que estaria transportando helicópteros militares para a Síria teria aparentemente retornado depois que sua seguradora britânica retirou a cobertura da embarcação, ao saber que o navio transportava munições, numa quebra dos termos do contrato. Segundo Londres, o navio seguia em direção à Holanda, quando manobrou para o norte evitando, assim, águas europeias.

Mais sanções

Os ministros europeus do Exterior endureceram as medidas punitivas contra o regime de Assad nesta terça-feira. Três pessoas da confiança do presidente sírio passaram a fazer parte de uma lista que já conta com 128 nomes de pessoas proibidas de entrar na UE e cujos bens estão bloqueados nos 27 países do bloco. Foram inseridos ainda três nomes na lista de empresas impedidas de fazer negócios com a UE, que já chega a 43.

Alguns observadores, no entanto, criticam que a União Europeia deveria ter sido mais dura nas sanções impostas à Síria. "Os Estados-membros acreditam que é melhor ir aos poucos do que aplicar logo sanções diretas em larga escala", acredita Hugues Mingarelli, diretor europeu de serviços diplomáticos para o Oriente Médio.

A UE aplicou 16 rodadas de sanções sobre a Síria, que vão desde proibição da entrada nos países do bloco e bloqueio de bens de integrantes do regime Assad e seus apoiadores, a embargos do comércio de armas, petróleo e artigos de luxo. Mas as medidas não surtiram qualquer efeito para sustar a escalada da violência no país.

Obama e Putin pleiteiam processo político para acabar com guerra civil na Síria

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No último fim de semana, o comandante da missão da ONU em território sírio, Robert Mood, anunciou a suspensão dos trabalhos no país devido à intensificação dos conflitos e do risco que estes trazem à vida dos 300 monitores em ação.

A decisão foi um sinal claro de que o acordo de cessar-fogo entre governo e rebeldes, que deveria passar a valer a partir do dia 12 de abril, não vem sendo cumprido. A proposta de seis pontos – entre eles, o fim imediato dos ataques mútuos – havia sido apresentada pelo representante da ONU Kofi Annan. Ativistas afirmam que, desde o dia 12 de abril, 2 mil pessoas já foram mortas.

O Ministério sírio do Exterior afirmou nesta terça-feira que Damasco teria entrado em contato com a missão da ONU e com as autoridades na cidade de Homs há mais de uma semana, para realizar a evacuação de civis. No entanto, os "terroristas armados", como o governo denomina os rebeldes, teriam frustrado os planos ao usar civis como escudo humano.

MSB/rtr/ap/afp/dpa
Revisão: Augusto Valente

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