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Economia

Compra de títulos pelo BCE é bem recebida por governos e mercado

Reino Unido, França e Itália saúdam decisão do Banco Central Europeu, que vai comprar títulos de países em crise no mercado secundário de forma ilimitada. Medida não é recebida com o mesmo entusiasmo na Alemanha.

Líderes europeus receberam aliviados o anúncio do Banco Central Europeu (BCE), feito nesta quinta-feira (06/09), de um programa para a compra ilimitada de títulos públicos de países da zona do euro atingidos pela crise.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, e o presidente francês, François Hollande, que estavam reunidos em Londres, saudaram a decisão. "Esses passos que foram dados são bem-vindos. Eles são importantes não apenas para os países da zona do euro como também para a Grã-Bretanha", disse Cameron.

Após manifestar respeito pela independência da instituição presidida pelo italiano Mario Draghi, o chefe de Estado francês destacou que o BCE "atuou em conformidade com o mandato que lhe foi confiado", zelando pela "estabilidade dos preços" e pelo "crescimento da Europa".

Draghi anunciou nesta quinta-feira, em Frankfurt, um programa para a aquisição de obrigações de países da zona euro no mercado secundário de dívida soberana, num montante "sem limites".

Em Roma, o primeiro-ministro italiano, Mario Monti, qualificou o plano como um "importante passo adiante" para a zona do euro, durante uma entrevista conjunta à imprensa com o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso.

Merkel Spanien Porträt

Merkel: recepção fria

"O novo programa de aquisição de dívida do BCE constituiu um importante passo em direção a uma governança mais satisfatória da zona do euro", declarou.

"A Itália continua a seguir em frente de forma disciplinada, no caminho das reformas", e "essas ajudas poderão não ser necessárias", assegurou Monti.

Já a chanceler federal alemã, Angela Merkel, teve uma reação mais contida. "O Banco Central Europeu agiu de forma independente e dentro de seu mandato e é responsável pela estabilidade da moeda, e diante disso encaminha suas decisões", declarou. O presidente do Banco Central da Alemanha, Jens Weidmann, havia votado contra o plano por ver nele uma espécie de financiamento aos Estados.

Reação do mercado

Os mercados reagiram bem ao novo plano do BCE. Na manhã desta sexta-feira, o euro se valorizou em relação ao dólar, passando a valer 1,2643 dólar. Na China, o euro fechou acima dos oito yuan pela primeira vez em mais de três meses. De acordo com as cotações divulgadas pelo Banco Central daquele país, a moeda única europeia valia na manhã desta sexta-feira 8,0105 yuan, mais 0,0169 do que no dia anterior e mais 0,34668 do que o valor mais baixo da década, registado em 25/05 deste ano (7,6437).

As bolsas europeias acompanharam a tendência de alta depois do anúncio do plano do BCE. Na manhã desta sexta-feira, o indicador principal da Bolsa de Valores de Frankfurt, o DAX-30, saltou 0,78% e foi para 7.223,57 pontos. Em Paris, o aumento foi de 1,46% (3.560,75 pontos), enquanto em Londres o índice FTSE 100 marcava ganho de 0,08% (5.781,62 pontos).

RO/afp/lusa/rtr
Revisão: Alexandre Schossler

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