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Cultura

Compositor de "Doutor Jivago": quem rejeita música de filme é esnobe

Aos 77 anos de idade, o ganhador de três Oscars Maurice Jarre lembra suas ligações com a vanguarda musical e reivindica mais respeito para o gênero da música cinematográfica.

O compositor francês Maurice Jarre regerá nesta quinta-feira (31) algumas de suas obras mais conhecidas no Victoria Hall de Genebra. Impossível não conhecer pelo menos uma de suas melodias: Jarre é um dos músicos mais solicitados de Hollywood, havendo conquistado Oscars com suas partituras para Lawrence da Arábia (1962), Doutor Jivago (1965) e Passagem para a Índia (1984), todos três de David Lean.

O músico de 77 anos de idade, pai do badalado Jean Michel, criticou em entrevista ao jornal Le Temps aqueles que depreciam a música para cinema: "São esnobes. Afinal, o que significa música pura? Mozart também escrevia por encomenda", explica Jarre. Ele recorda que sempre se interessou pela experimentação e iniciou seus estudos com Arthur Honegger (1892–1955), mestre suíço da música moderna. Este o iniciou também na música eletrônica.

O sintetizador fascinou Maurice Jarre desde o princípio, e ele começou a utilizá-lo ao mesmo tempo que o compositor de vanguarda Pierre Boulez, nas obras de teatro dirigidas por Jean-Louis Barrault.

"As pessoas pensavam que havia toda uma orquestra quando na verdade corríamos de um instrumento para outro atrás do cenário." Sua produção de mais de 140 partituras inclui filmes tão diversos como Atração fatal, Sociedade dos poetas mortos e Mad Max.

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  • Data 31.01.2002
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