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Mundo

Companhias aéreas européias sob pressão

Com suas exigências de segurança para vôos internacionais, EUA colocam sob pressão principalmente as companhias aéreas européias. Peritos consideram impagável escolta policial armada a bordo de cada avião.

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Treino de ação dos sky marshals num avião

Desde o início do ano, as autoridades americanas podem proibir a aterrissagem de um vôo internacional que não tenha policial armado a bordo, o chamado sky marshal (xerife do céu). Ainda não está claro com que freqüência e quais os vôos obrigados a ter tal missão policial, mas, nestas circunstâncias, os custos são consideravelmente altos para as companhias aéreas. Peritos avaliam que a proteção policial em todos os vôos para a América do Norte seria simplesmente "impagável".

A medida determinada pelo Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos é para evitar que terroristas seqüestrem aviões para usá-los como arma de ataque, como nos atentados de 11 de setembro de 2001, em Nova York e Washington, com mais de três mil mortos.

Reação rápida alemã - Segundo a Lufthansa, até agora não houve problemas nem cancelamento de vôo porque a polícia federal de fronteira alemã colocou policiais suficientes à disposição. Isto se deve ao fato de a Alemanha ter reagido rápido aos ataques terroristas de 11 de setembro, criando uma tropa de mais de 100 homens para estes casos.

A Lufthansa e o Ministério do Interior alemão silenciam sobre os detalhes dos sky marshals, confirmando apenas que são escolhidos aleatoriamente os vôos a receber proteção policial. Estaria fora de cogitação fazê-lo para cada avião, pois só a Lufthansa manda em média 30 aviões por dia para a América do Norte e a escolta é de no mínimo dois policiais. As companhias americanas poderiam se dar a este luxo, porque contam com apoio generoso do governo, enquanto as européias têm de arcar sozinhas no mínimo com os custos dos assentos ocupados pelos policiais.

O presidente da Federação Internacional das Associações de Pilotos de Linhas Aéreas (Ifalpa), Georg Fongern, dá razão aos pilotos britânicos e franceses, que insistem em não aceitar os sky marshals. Os alemães já se adaptaram à medida, embora com muita desconfiança inicial. A exigência é uma agressão dos EUA à soberania de outros estados, disse Fongern, apelando à União Européia e ao governo alemão para não permitirem isto. Ele acha que existem meios mais simples de evitar o uso de aviões como arma terrorista, como portas mais seguras nas cabines das aeronaves.

Gepäckkontrolle im Frankfurter Flughafen

Controle rigoroso de passageiros e bagagem no aeroporto de Frankfurt

Novas técnicas para maior segurança - Na adoção de medidas antiterror, a Alemanha é o primeiro membro da União Européia a expedir visto com fotografia, a partir deste ano. No mais tardar dentro de dois anos, os países membros deverão confeccionar vistos contendo um chip com dados biométricos, impressão digital e reconhecimento do rosto do respectivo dono do documento. Mais tarde, os passaportes dos cidadãos da comunidade européia deverão também ter esta novidade técnica.

Há poucas semanas, a polícia de fronteira da Alemanha instalou no Aeroporto de Frankfurt - o maior alemão e um dos maiores da Europa - um scanner de olhos para registrar a íris dos passageiros em trânsito. Os dados são armazenados num banco de dados local. A partir do dia 19, haverá outra novidade na UE: todos os aeroportos e companhias aéreas serão obrigados a revistar o seu próprio pessoal e estranhos antes do acesso a setores sensíveis, exatamente como os passageiros.

Em 2003, foi decidido também na Alemanha que o ministro da Defesa pode decidir sozinho quando a Força Aérea deve entrar em ação contra ameaças terroristas e, em casos de ameaça grave, mandar abater um avião. A decisão foi tomada depois que um deficiente mental alemão sobrevoou em círculos sobre Frankfurt com um avião roubado. Temeu-se que fosse um ato terrorista contra a metrópole bancária.

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