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Alemanha

Como ser um bom mordomo

A procura por mordomos de alta especialização é bem maior que a oferta. Uma das três academias de mordomos do mundo fica na Alemanha. Um dos segredos da profissão: falar pouco, observar muito e esquecer tudo.

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Embora um museu em Londres registre que os mordomos já existem há 400 anos, eles hoje em dia têm pouco em comum com os "James" que conhecemos dos filmes. Um bom mordomo moderno precisa ao mesmo tempo saber organizar um torneio de golfe, uma ceia completa e procurar o internato ideal para os filhos da família.

O mordomo perfeito é ao mesmo tempo gentleman, conselheiro, secretário particular, segurança e motorista. Os dois únicos centros de formação de mordomos fora da Inglaterra ficam na Holanda e na Alemanha. Este último, localizado na pequena cidade de Willich, no oeste alemão, chama-se Silverline e pertence a Timo Pohlhaus, de 31 anos.

O jovem empresário conta orgulhoso que em seu computador estão registrados cem mordomos, sendo 60% homens. "Aqui é diferente da Inglaterra, onde a profissão proíbe mulheres e onde um butler não pode casar, tendo que se dedicar exclusivamente aos patrões", explica Timo.

A procura é tão grande que um mordomo formado na Alemanha pode optar entre sete empregos. Entre os clientes da academia e agência Silverline estão nobres, empresários e milionários de todo o mundo, principalmente da Alemanha, Suíça, Estados Unidos e emirados árabes.

O curso básico na escola de Timo dura seis meses e custa € 9 mil. Para chegar a butler premium, é preciso investir um ano inteiro, aprender ao menos mais um idioma e obter noções básicas de comércio, direito, primeiros socorros e pagar € 13 mil. Um investimento rentável, considerando o salário inicial de € 30 mil, que pode chegar aos € 125 mil anuais.

Um exemplo de mordomo

Nikolaus Underberger, de 42 anos, que trabalha para uma família na Suíça, foi escolhido o mordomo da agência no ano 2000. Em seu diploma, que emoldurou no quarto, constam as ótimas avaliações para os quesitos "Etiqueta", "Inteligência Emocional", "Enologia", "Tradições" e "Autogerenciamento". Bem diferente dos conhecimentos exigidos do tradicional mordomo inglês: conhecimentos de caça, noções sobre armas e toda a história da nobreza britânica, de A a Z.

Discrição, entretanto, é a exigência máxima em qualquer escola de mordomos. "E respeito", completa Nikolaus, "chamar alguém do senhorio de 'você' é fatal". Segundo ele, o segredo é falar pouco, observar muito e esquecer tudo.

Nikolaus decidiu-se pela profissão depois de trabalhar como cozinheiro, corretor de imóveis e vendedor de automóveis. Ele foi também comissário de bordo no avião de ministros e do chefe do governo durante cinco anos.

Daqueles tempos, sobrou sua pequena mala. Hoje em dia, ela é um acessório indispensável para um bom mordomo, que sempre deve ter à disposição, entre outros, a gravata reserva para o chefe, um óculos de leitura, uma pequena farmácia, o batom e uma meia-calça para a patroa.

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