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Jogos Olímpicos

Comitê Paralímpico Brasileiro almeja sétima colocação nos Jogos de Londres

O Brasil enviou 182 atletas para os Jogos Paralímpicos de Londres, a segunda maior delegação da história. Meta é conquistar mais de 50 medalhas, 20 delas de ouro.

A delegação brasileira já está pronta para estrear nos Jogos Paralímpicos de Londres. São 182 atletas representando o país, a segunda maior delegação da história do Brasil, atrás apenas da que foi para os Jogos de Pequim, quando 188 atletas disputaram medalhas.

Os Jogos Paralímpicos de Londres começam nesta quarta-feira (29/08) e prosseguem até 9 de setembro. São 165 países na disputa pelas medalhas.

O Brasil estará representado em 18 das 20 modalidades paralímpicas, ausente apenas nas disputas de rugby em cadeira de rodas e tiro com arco.

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) tem grandes expectativa de medalhas de ouro em pelo menos oito modalidades: atletismo, bocha, ciclismo, futebol de 5, judô, natação, remo e tênis de mesa. Destas, o futebol de 5 é o único esporte coletivo. A equipe brasileira é bicampeã paralímpica e uma das grandes favoritas para ficar com a medalha dourada.

Paralympische Spiele Flamme in London

Atleta paralímpico exibe a tocha olímpica diante do templo hindu Shri Swaminarayan Mandir, em Londres

Desempenho e metas

O Brasil terminou os Jogos de Pequim 2008 ocupando a nona colocação no quadro geral de medalhas. Foi a melhor participação do país na história das Paralimpíadas. Nos Jogos de Londres, o CPB estabeleceu como meta o sétimo lugar.

"Conquistamos 16 ouros na China, três medalhas a menos que o sétimo colocado na época. Portanto o objetivo é conseguir cerca de 20 medalhas de ouro para subir duas posições no quadro geral", disse o porta-voz do CPB, Jorge Macedo. Em 2008 foram 47 medalhas: 16 de ouro, 14 de prata e 17 de bronze. A expectativa é passar das 50 medalhas em Londres.

Na história dos Jogos Paralímpicos, o Brasil conquistou um total de 186 medalhas, sendo 52 de ouro, 69 de prata e 65 de bronze. O atletismo é a modalidade em que o Brasil mais "medalhou": 91 vezes, sendo 25 de ouro. Por isso a modalidade é considerada pelo CPB como o "carro-chefe" brasileiro na luta por medalhas.

Depois do atletismo, natação e judô são as modalidades com o maior número de conquistas olímpicas, com 69 e 14 medalhas, respectivamente. Uma das esperanças em Londres é o nadador Daniel Dias [foto principal], que venceu nove medalhas, quatro delas de ouro, em Pequim.

Investimentos

De acordo com o CPB, o número de participantes em competições regionais e nacionais em esportes adaptados tem aumentado a cada ano, principalmente após o anúncio de que o Rio de Janeiro será sede dos Jogos Paralímpicos de 2016.

"Competir em casa, poder contar com a torcida da família e dos amigos por perto só reforça a vontade de realizar o sonho de disputar as Paralimpíadas", afirmou Macedo.

Ele reforçou ainda que houve um aumento no interesse do público pelos Jogos Paralímpicos. "Prova disso é que em Atenas 2004 e Pequim 2008 o próprio CPB comprou os direitos de transmissão dos Jogos e os repassou para as televisões abertas. Em 2012 o valor desses direitos teve um aumento de mais de 250% em relação a Pequim. Pela primeira vez, uma emissora de TV aberta comprou os direitos", afirmou.

Os investimentos do Brasil para os Jogos Paralímpicos de Londres quase triplicaram em relação a 2008. O CBP informou que para a preparação dos atletas nos Jogos da Pequim foram investidos cerca de R$ 20 milhões no ano de 2008. Já ao longo de 2012 foram gastos praticamente R$ 60 milhões.

O Ministério do Esporte, através de convênios, investiu neste último ciclo paralímpico, entre 2009 e 2012, cerca de R$ 165 milhões.

Autor: Antônio Netto
Revisão: Alexandre Schossler

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