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Alemanha

Começa processo sobre incêndio que matou 155 pessoas

O "metrô da montanha" levava aproximadamente 161 turistas, entre austríacos, alemães, japoneses e americanos. Agora os parentes das vítimas aguardam por uma decisão da Justiça sobre quem será responsabilizado.

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Velas simbolizam as 155 vítimas

Teve início nesta terça-feira (18) o processo sobre o incêndio no teleférico de Kaprun (Áustria) que matou, em novembro de 2000, 155 turistas. Dezesseis pessoas são suspeitas de ter provocado a catástrofe por negligência. Responsabilizados pelo acidente devem ser, entre outros, o diretor técnico e outros gerentes da empresa de teleféricos de Kaprun, assim como três funcionários do Ministério do Trabalho. No incêndio foram vitimados, entre outros, 52 austríacos, 42 alemães, 17 japoneses e 8 americanos.

Segurança no julgamento - O processo começou com fortes medidas de segurança. Desde as 7 horas da manhã foram fechados os acessos ao local do julgamento, em Salzburgo, e os visitantes passavam por controles rigorosos. Também no início da manhã um policial vasculhou o prédio à procura de explosivos, com a ajuda de um cão farejador.

O juiz responsável pelo caso, Manfred Seiss, afirmou que o processo deve esclarecer se a catástrofe foi conseqüência de negligência dos responsáveis ou resultado de um encadeamento de circunstâncias infelizes. De acordo com Seiss, as penas podem variar entre 6 meses e 5 anos de prisão.

Parentes das vítimas acham as condenações muito amenas. Uma porta-voz dos familiares, Ursula Geiger, declarou que nem a pena máxima corresponderia à gravidade da catástrofe do dia 11 de novembro. Ela não acredita, entretanto, que um dos 16 acusados chegue a ser condenado a cinco anos de prisão. Ninguém se sente culpado. É um enorme pesar a morte de 155 pessoas e o fato de ninguém ter assumido a responsabilidade. Geiger perdeu seu filho de 14 anos no desastre de Kaprun.

Desastre - Segundo a perícia realizada após o acidente, as causas foram falhas nos dutos de aquecimento, assim como outras panes técnicas que levaram ao incêndio no túnel do teleférico. Dos 161 esquiadores que estavam dentro do trem, apenas 12 conseguiram se salvar das chamas, pois perceberam a presença de fumaça ainda a tempo de quebrar as janelas do vagão com seus esquis. Não demorou muito e a fumaça se espalhou rapidamente, atingindo inclusive a estação de esqui, no topo da montanha, onde três morreram asfixiados. Os passageiros do trem faleceram ou por intoxicação ou foram queimados pelo fogo até sua irreconhecibilidade.