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Mundo

Começa no Vaticano julgamento no caso Vatileaks

Ex-mordomo do Papa acusado de roubo de documentos confidenciais deverá depor na próxima terça-feira. Ele está sujeito a uma pena de quatro anos de prisão.

O julgamento do ex-mordomo do Papa Bento 16, Paolo Gabriele, começou neste sábado (29/09) em um tribunal localizado atrás da Basílica de São Pedro. Gabriele, de 46 anos, deverá se pronunciar diante do tribunal na próxima terça-feira.

As câmeras de TV foram mantidas fora do tribunal e apenas oito jornalistas tiveram permissão para permanecer no local. Eles relataram posteriormente o que presenciaram a outros representantes da mídia.

A corte, formada por três professores italianos de Direito, determinou que apenas evidências apresentadas pelo promotor e pela polícia do Vaticano serão admitidas. Provas apresentadas por cardinais não serão inseridas no processo. O julgamento conduzido por Giuseppe Dalla Torre poderá se estender por sessões.

Claudio Sciarpelletti, técnico de informática do Vaticano, também acusado de roubo de documentos confidenciais, será julgado em processo separado. As datas das sessões do tribunal para este outro julgamento ainda não foram definidas.

Denúncias de corrupção

Vatikan Gerichtssaal

Sala do tribunal do Vaticano: palco de revelações

Gabriele, ex-assistente do Papa, foi levado a julgamento pelos promotores depois de ter sido detido em maio. Ele tentou tornar pública a corrupção supostamente existente nos bastidores da Igreja Católica. Se condenado, poderá pagar uma pena de até quatro anos de prisão.

A promotoria afirma que Gabriele se encontrou no início deste ano com Gianluigi Nuzzi, jornalista investigativo, e deu a ele cópias de documentos que foram posteriormente publicados em diversos órgãos internacionais de mídia.

Luta pelo poder

Os documentos publicados demonstram a luta pelo poder entre o alto clero. Um porta-voz do Vaticano afirmou que o Papa, hoje com 85 anos, ficou abalado com a traição de alguém que ele "conhecia, amava e respeitava".

O Estado do Vaticano não dispõe de um sistema penitenciário, o que significa que, caso Gabriele seja condenado, a pena terá que ser cumprida em uma prisão convencional italiana.

SV/afp/rtr/dpa/ap
Revisão: Roselaine Wandscheer

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