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Mundo

Começa em Haia o julgamento do ex-líder militar sérvio Ratko Mladic

Ex-líder militar dos sérvios da Bósnia é apontado como o mentor do massacre de Srebrenica e acusado de genocídio e crimes de guerra e contra a humanidade.

Former Bosnian Serb military chief Ratko Mladic waves in the court room during his further initial appearance at the U.N.'s Yugoslav war crimes tribunal in The Hague, Netherlands, Monday, July 4, 2011. Mladic has appeared in court at the Yugoslav war crimes tribunal to enter pleas to charges including genocide. The judge refused a request by Ratko Mladic's court-appointed lawyer to postpone initial plea. (Foto: Valerie Kuypers, Pool/AP/dapd)

ARCHIV Ratko Mladic

Começou nesta quarta-feira (16/05) em Haia, na Holanda, o julgamento do ex-general sérvio Ratko Mladic pelo Tribunal Penal Internacional para a ex-Iugoslávia (TPI). Mladic, antigo chefe militar dos sérvios da Bósnia, foi um dos protagonistas da guerra na Bósnia e é acusado de genocídio, crimes de guerra e crimes contra a humanidade.

O ex-general vai responder pelo envolvimento no massacre de Srebrenica, cometido em junho de 1995 pelas forças militares sérvias bósnias e que matou mais de 8.000 muçulmanos, incluindo crianças; e pelo prolongado cerco a Sarajevo, que durou 44 meses e teve cerca de 10 mil mortos.

O massacre de Srebrenica é considerado um ato de genocídio pela justiça internacional e é o pior massacre por motivos étnicos cometido na Europa desde o Holocausto, na Segunda Guerra Mundial.

Mladic, atualmente com 70 anos, foi extraditado em 2011 para Haia e se declarou inocente de todas as acusações. O ex-general ficou foragido por 16 anos e durante a primeira audiência, em junho de 2011, insistiu que não estava fragilizado com o longo período de fuga e disse que apenas se limitou a defender o seu país.

Mladic se apresenta ao tribunal depois de uma longa espera por justiça pelos sobreviventes da guerra. A Guerra da Bósnia aconteceu de 1992 a 1995, deixou mais de 100 mil mortos e teve 2,2 milhões de refugiados, metade da população do país na época.

Os advogados de Mladic tentaram por diversas vezes frear o julgamento, sempre se amparando nas más condições de saúde do acusado, mas o TPI decidiu manter o calendário. As audiências podem se prolongar até meados de julho.

KR/dpa/lusa
Revisão: Alexandre Schossler

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