Começa CPI alemã sobre bombardeio na região afegã de Kunduz | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 21.01.2010
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Alemanha

Começa CPI alemã sobre bombardeio na região afegã de Kunduz

Parlamentares alemães investigam detalhes sobre ataque militar ordenado por oficial alemão que matou mais de 140 pessoas no Afeganistão. Trabalho de investigação deve levar um ano.

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Bombardeio matou mais de 140 pessoas em setembro de 2009

A polêmica do bombardeio em Kunduz no ano passado voltou à discussão na Alemanha. Nesta quinta-feira (21/01), uma Comissão Parlamentar de Inquérito iniciou em Berlim os trabalhos de investigação do ataque aéreo ordenado pelo comandante alemão Georg Klein na região do norte do Afeganistão.

Mais de 40 autoridades políticas e militares deverão ser chamadas para depor perante a comissão. Os trabalhos deverão levar cerca de um ano.

Mudança de opinião

Em 4 de setembro de 2009, forças alemãs coordenaram o bombardeio na região afegã. O ataque tinha como alvo dois caminhões-tanque sequestrados por talibãs. Calcula-se que até 142 pessoas, inclusive civis, teriam morrido no bombardeio.

A investigação parlamentar também quer entender por que o atual ministro alemão da Defesa, Karl-Theodor zu Guttenberg, declarou a princípio que o ataque em Kunduz era "militarmente apropriado" e depois voltou atrás, mudando de opinião.

Papel de Steinmeier

Segundo Ernst-Reihard Beck, porta-voz de política de Defesa dos partidos conservadores da União (CDU/CSU), à qual pertence o ministro da Defesa Karl-Theodor zu Gutenberg, "a oposição não está interessada em esclarecer o caso objetivamente, mas apenas num burburinho político".

Em contrapartida, os políticos da União esperam que a CPI também esclareça o papel que o então ministro das Relações Exteriores e atual líder de bancada social-democrata no Parlamento alemão, Frank-Walter Steinmeier, teve na época.

"Há uma responsabilidade conjunta do governo federal e da pasta ministerial competente. Naquele momento, Steinmeier era o ministro das Relações Exteriores", declarou Beck.

NP/dpa/ots

Revisão: Carlos Albuquerque

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