1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Alemanha

Começa construção de primeira usina a carvão livre de CO2

Enquanto outras empresas energéticas procuram alternativas para os combustíveis fósseis, grupo europeu defende o carvão mineral, através de técnica "limpa" de combustão.

default

Usina experimental será construída junto à tradicional Schwarze Pumpe

Nesta segunda-feira (29/05), o conglomerado de energia Vattenfall iniciou oficialmente a construção da primeira usina termelétrica experimental a carvão, sem emissão de dióxido de carbono. A chanceler federal alemã, Angela Merkel, participou do lançamento da pedra fundamental da obra no Estado de Brandemburgo.

Revivendo o carvão fóssil

Dentre os gases produzidos por combustão, o CO2 é o mais danoso ao clima terrestre e um dos principais responsáveis pelo efeito estufa. Um terço da emissão de CO2 é causada por usinas termelétricas movidas a combustíveis fósseis.

Na Alemanha, trata-se sobretudo da linhita, um tipo de carvão fóssil de cor acastanhada e com alto teor de carbono. O principal consumidor desse combustível no país é a Vattenfall, que há alguns anos comprou as usinas do conglomerado VEAG no Leste alemão.

A firma pretende investir 50 milhões de euros no atual projeto-piloto, a entrar em funcionamento em 2008, gerando 30 megawatts/hora de eletricidade. Ele se situa próximo às turbinas de carvão convencionais, nas tradicionais instalações de Schwarze Pumpe, em Spremberg, nas proximidades de Cottbus, Brandemburgo.

Combustão "limpa"

A combustão nas novas caldeiras também produz dióxido de carbono. Entretanto, este é isolado e separado dos demais gases, no processo denominado oxyfuel , onde a combustão é realizada em oxigênio, e não no ar normal. O CO2 resultante é então liquefeito e armazenado subterraneamente.

"A meta de nosso projeto de pesquisa é o aproveitamento da linhita sem emissão de gases", comenta o presidente da Vattenfall Europa, Klaus Rauscher. "Os investimentos para as instalações-piloto darão claro impulso a essa tecnologia".

Entretanto essa intenção ainda está na fase de desenvolvimento, pois a separação do dióxido de carbono ainda compromete a produtividade. Como a produção de oxigênio e o processo de liquefação consomem energia adicional, a capacidade das novas usinas fica entre 10% e 12% abaixo da das tradicionais.

O futuro da nova tecnologia

Por isso, a usina-piloto permanecerá em regime de teste por três anos. Durante este período, engenheiros e técnicos estudarão modos de funcionamento alternativos, explica o porta-voz do projeto, Damian Müller.

Com o conhecimento acumulado, poderá entrar em funcionamento, entre 2012 e 2015, uma grande usina "livre de CO2", com capacidade de 300 a 600 megawatts/hora. Somente em 2020 a técnica deve estar apta para implementação em grande escala.

Damian Müller admite que o armazenamento do CO2 debaixo do solo é um dos pontos controvertidos da nova técnica. Uma possibilidade é usar para tal campos de petróleo exauridos sob o Mar do Norte ou o deserto da Líbia. Outra possibilidade é o transporte por dutos.

Críticas dos ambientalistas

Diversos ambientalistas criticam a solução da Vattenfall. Gabriela von Goerne, do Greenpeace, sublinha que uma eventual redução das emissões de CO2 não se fará sentir antes de 2020. A técnica incentiva ainda a continuada extração do carvão fóssil, prejudicial ao meio ambiente, a longo prazo.

Além disso, vazamentos ou antigos poços de extração poderiam permitir escape de CO2, com efeitos negativos para o ecossistema local e mesmo para o efeito estufa. Por último, Von Goerne rejeita o armazenamento no fundo do oceano: essa técnica tanto dispendiosa quanto insegura poderia colocar desnecessariamente em perigo o sensível ecossistema submarino.

A Vattenfall é a principal operadora de energia dos países nórdicos e a quinta mais importante da Europa. No momento, outras operadoras experimentam com métodos "limpos" semelhantes.

Na alternativa pesquisada pela Eon e RWE, antes de ser queimada, a linhita é transformada num gás sintético, do qual se extrai então o dióxido de carbono. A Eon pretende produzir eletricidade através dessa tecnologia, já a partir de 2011.

Leia mais