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Alemanha

Começa conferência da ONU para combater a fome

Na América do Sul, 55 milhões de pessoas sofrem de desnutrição, enquanto na Ásia, aproximadamente 550 milhões passam fome. Dados alarmantes, e não há perspectivas de melhoras.

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"Em um mundo de abundância, o fim do problema da fome está a um passo", afirmou Kofi Annan

Teve início nesta segunda-feira (10), em Roma, a conferência da Organização da ONU para Agricultura e Alimentação (FAO). Com um discurso contundente, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Kofi Annan, abriu a cerimônia afirmando: "Não há mais tempo de fazer promessas. Esta reunião precisa dar nova esperança aos mais de 800 milhões de famintos ao redor do mundo".

No encontro da FAO de 1996, estabeleceu-se a meta de reduzir à metade, até 2015, o número de famintos do mundo, na época 840 milhões. Desde então, o número caiu apenas para 815 milhões. "De acordo com pesquisas, 24 mil pessoas morrem por dia por causa da fome", relatou Annan. Apesar disso, existiria alimento suficiente para toda a população mundial, se a distribuição fosse adequada. "Em um mundo de abundância o fim do problema da fome está a um passo", afirmou o secretário.

Subvenções prejudicam o Terceiro Mundo

A FAO apelou à comunidade internacional para que aplique, anualmente, 24 bilhões de dólares na luta contra a fome em todo o mundo. Sem este investimento, o número de famintos estará em torno de 600 milhões, em 2015.

O diretor-geral da FAO, Jacques Diouf, criticou, em entrevista ao jornal francês Le Figaro, a política subvencionista dos países desenvolvidos. "Os subsídios, sejam norte-americanos ou europeus, sufocam o desenvolvimento da agricultura dos países pobres. Além disso, são injustos, pois impedem que os países do hemisfério sul lucrem com a liberalização do comércio internacional", comentou Diouf. Na semana passada, a Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou que os Estados Unidos subvencionam 21% da sua produção agrícola. Na União Européia, esta proporção é de um terço.

A conferência reúne representantes de todas as Nações do mundo para discutir o problema da fome no mundo. Embora mais de 100 países participem da reunião, apenas dois governantes estiveram presentes: os primeiros-ministros José Maria Aznar, da Espanha, e Silvio Berlusconi, da Itália.

A conferência estava programada para novembro do ano passado, mas foi adiada pelo receio de atentados, após os ataques terroristas de 11 de setembro, nos Estados Unidos.

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