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Mundo

Combates impedem acesso de peritos a local da queda do MH17

Exército de Kiev e rebeldes disputam área no leste da Ucrânia onde caiu avião da Malaysia Airlines, impedindo equipe internacional de inspecionar local do desastre. Holanda identifica primeira vítima.

Uma equipe de peritos precisou cancelar neste domingo (27/07) uma visita de inspeção programada ao local da queda do voo MH17 da Malaysia Airlines, no leste da Ucrânia, devido à irrupção de novos conflitos na área.

O governo da Malásia havia negociado com os separatistas pró-russos uma permissão para que policiais internacionais pudessem acompanhar os especialistas, a fim de garantir a integridade física deles durante as investigações em solo das causas do desastre.

O primeiro-ministro malaio, Najib Razak, afirmou que um acerto com o líder dos rebeldes, Alexander Boroday, assegurava a proteção dos peritos. Também a Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) participou de negociações nesse sentido, segundo o Ministério holandês da Justiça, e também cancelou a ida de seus observadores até o local da tragédia.

No entanto, neste domingo irromperam violentos combates com tanques nas proximidades da cidade de Grabovo, na província de Donetsk. Tropas de Kiev tentam tomar dos separatistas o controle sobre a área, onde há dez dias caiu o Boeing 777-200 quando voava de Amsterdã para Kuala Lumpur.

"Devido a confrontos na região, a situação encontra-se instável demais para que se possa trabalhar com segurança no local da queda", declarou o governo holandês.

Ukraine Absturzstelle MH-17 Untersuchung 26. Juli

Membros de equipe de busca e resgate em Donetsk

Primeira vítima identificada

Após o cancelamento da visita de inspeção, a equipe de peritos encontra-se no leste da Ucrânia, na capital regional Donetsk, juntamente com representantes da OSCE, da Austrália e da Malásia. A principal hipótese sobre as causas do acidente é a de que o jato de passageiros tenha sido abatido por engano pelos separatistas, os quais, apoiados e armados por Moscou, reivindicam independência em relação a Kiev.

A investigação das causas cabe à Holanda, já que 193 dos 298 ocupantes da aeronave eram de nacionalidade holandesa. Estima-se, porém, que a queda tenha feito outras vítimas em solo.

Um total de 227 corpos foi enviado para uma caserna na cidade holandesa de Hilversum, onde mais de 200 especialistas já iniciaram o trabalho de identificação. Segundo a imprensa local, a primeira vítima identificada é um passageiro holandês. Não estão disponíveis mais dados pessoais.

Pela primeira vez, familiares de uma das vítimas visitaram o local do desastre, mesmo sob alertas de perigo. O casal Jerzy e Angela Dyczynski, da Austrália, lá depositou flores em memória da filha Fatima, de 25 anos, estudante de engenharia aeronáutica na Holanda. Entre os mortos do MH17 estão 28 australianos.

AV/afp/rtr/dpa

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