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Mundo

Combates entre rebeldes e governo ameaçam trégua no leste da Ucrânia

Uma mulher morreu em Mariupol, na primeira baixa desde o início do cessar-fogo. Foram registradas explosões também em Donetsk. Comboio da Cruz Vermelha teve que recuar em Lugansk, devido a disparos.

Uma mulher morreu e outras três pessoas ficaram feridas durante novos bombardeios nas primeiras horas deste domingo (07/09) da cidade portuária de Mariupol, no leste da Ucrânia, de acordo com a administração da cidade. Nos arredores da cidade foram registradas diversas explosões fortes durante a madrugada. Repórteres das agências de notícias AFP e Reuters relataram que várias detonações foram ouvidas na região, acompanhadas de espessa fumaça e fogo de artilharia.

Segundo a imprensa local, uma mulher de 33 anos de idade foi a primeira baixa civil desde o cessar-fogo, que começou na noite de sexta-feira. Outros três cidadãos ficaram feridos quando rebeldes pró-russos abriram fogo contra um posto de controle em poder do governo na periferia leste da cidade, segundo comunicado da administração de Mariupol.

De acordo com a reportagem da Reuters, um prédio industrial, um caminhão e um posto de gasolina na cidade teriam pegado fogo. Os separatistas pró-russos, por sua vez, acusaram o Exército ucraniano de ter tomado, sob disparos, posições que eles detinham perto de Mariupol.

Cruz Vermelha reclamou de ataques

Também foram registrados tiros e explosões no aeroporto no bastião separatista Donetsk, atualmente em poder das forças ucranianas. Os insurgentes em Donetsk informaram que teria havido quatro civis mortos, embora não haja confirmação independente a respeito.

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A Cruz Vermelha também reportou sobre violações do cessar-fogo. Caminhões com ajuda humanitária para o reduto separatista de Lugansk teriam sido obrigados a voltar, devido ao disparo de granadas. A organização alertou que o cessar-fogo deve ser rigorosamente respeitado. "Ajuda é muito necessária no leste da Ucrânia. Temos que poder entregar os materiais com a segurança o mais rápido possível."

Primeiros prisioneiros libertados

A violência eclodiu apenas poucas horas depois de um telefonema entre o presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, e seu colega russo, Vladimir Putin, no qual ambos concordaram que o cessar-fogo estava sendo "cumprido, em termos gerais".

Somente na sexta-feira, representantes dos governos de Kiev, Moscou e os separatistas pró-russos haviam concordado com o cessar-fogo. A implementação do acordo começou no sábado. Os separatistas libertaram soldados ucranianos perto do bastião separatista de Lugansk, como confirmou o porta-voz presidencial em Kiev, Svyatoslav Zegolko.

O governo de Kiev, por sua vez, provavelmente vai libertar seus primeiros presos na segunda-feira. Estima-se que os separatistas têm cerca de mil soldados presos, e as tropas do governo, cerca de 200 combatentes pró-russos.

MD/rtr/afp/dpa

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