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Mundo

Combatentes curdos retomam Kobane de milicianos do EI

Observadores afirmam que intenção de jihadistas era matar maior número possível de civis na cidade síria e apontam manobra de despistamento. Confrontos armados custaram mais de 200 vidas.

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos afirmou que combatentes curdos retomaram neste sábado (27/06) o controle de Kobane, cidade síria localizada na fronteira com a Turquia. A reconquista ocorre dois dias após o ataque de surpresa da milícia jihadista "Estado Islâmico" (EI).

Depois da intervenção, os confrontos cessaram e agora as Unidades de Defesa Popular (YPG, em idioma curdo) estão revistando os bairros à procura de jihadistas. Antes haviam sido registrados combates nos limites de Kobane, onde os milicianos do EI teriam se entrincheirado.

Segundo o Observatório Sírio, pelo menos 174 civis foram mortos nos choques dos últimos dias. Além disso, haveria 12 vítimas das YPG e 54 entre os extremistas islâmicos. Esses números estão sujeitos a mudanças, pois o observatório sediado em Londres recebe suas informações de uma rede local de ativistas e médicos, cuja exatidão é difícil de verificar.

Em janeiro, após quatro meses de lutas, as unidades curdas haviam forçado os jihadistas a se retirarem de Kobane. Porém, na última quinta-feira, inesperadamente os milicianos do EI começaram uma nova ofensiva, realizando três atentados suicidas.

Segundo ativistas locais, sua intenção não era tomar a cidade, mas matar o maior número possível de civis. Observadores interpretam o ataque a Kobane como uma "manobra de despistamento" por parte da milícia terrorista, ao se ver pressionada em outra linha de frente no norte da Síria.

AV/afp/dpa

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