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Economia

Combate ao trabalho ilegal custa mais do que benefícios trazidos

Trabalho informal alemão aumentou no país em 2007. Gastos com controles são mais altos do que aumento da receita resultante dos casos descobertos. Quase 40% do trabalho ilegal acontece na construção civil.

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Cerca de 40% dos trabalhadores ilegais concentram-se na construção civil

"Após vários anos de retração, o trabalho ilegal voltou a crescer, em 1%, na Alemanha em 2007", afirmou Friedrich Schneider, perito alemão em economia informal, ao jornal Hamburger Abendblatt. Segundo ele, o emprego de mão-de-obra ilegal movimentou 349 bilhões de euros no ano passado, que perfazem 14,7% do Produto Interno Bruto (PIB) alemão. Entre 2003 e 2006, baixou de 370 bilhões de euros para 345 bilhões de euros o dinheiro movimentado com trabalho não registrado. Segundo Schneider, 8,2 milhões de pessoas, ou seja, cerca de 10% da população do país, praticaram no ano passado algum tipo de trabalho informal. Cerca de 40% dos trabalhadores ilegais concentram-se no setor da construção civil. Mais custos do que benefícios Um relatório do Tribunal de Contas do país apontou que os custos das medidas adicionais de controle adotadas em 2004 são claramente mais altos do que o aumento da receita resultante dos casos descobertos. Em vez do aumento previsto de 1 bilhão de euros ao ano, teria sido arrecadado "muito menos" do que os 400 milhões de euros gastos na criação da FKS, agência de combate ao trabalho ilícito, que tem 113 representações no país. Dos 46,4 milhões de euros em multas impostas em 2006, a União acabou recebendo apenas 9,7 milhões de euros. Segundo o Tribunal, isso se deve ao fato de muitas multas pararem na Justiça e apenas 22% delas acabarem sendo pagas. Valor movimentado é controverso Outro exemplo apresentado para demonstrar a ineficiência no combate à economia informal refere-se aos impostos: das sonegações no valor de 167 milhões de euros detectadas entre 2005 e 2006, o fisco acabou recebendo, "no máximo", 10%, reclama o Tribunal. O valor movimentado na economia informal alemã é controverso. O pesquisador Friedrich Schneider cita um volume de 350 milhões de euros ao ano, escreve o jornal Kölner Stadt-Anzeiger, de Colônia. Já a Rockwoll Foundation, de Copenhague, calcula um movimento de 70 bilhões de euros. Economistas como Schneider criticam que controles estatais e sanções penais não surtem efeito. Para eles, menos impostos e encargos sociais seriam mais eficientes para combater o trabalho ilegal. (rw)

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