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Economia

Combate às mudanças climáticas pode trazer lucros aos alemães

Liderança alemã em tecnologias e produtos 'verdes' pode se converter em negócios lucrativos, afirma consultoria. Previsão é de que área ambiental empregue mais pessoas do que setores mecânico e automobilístico até 2020.

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Um terço das células solares produzidas no mundo são 'made in Germany'

O setor ambiental está se transformando num dos mais promissores da economia alemã, segundo conclusões de um estudo realizado pela consultoria Roland Berger a pedido do governo alemão.

O combate às temidas mudanças no clima do planeta pode resultar em oportunidades de negócios para a indústria alemã, cujas empresas têm reconhecido know-how em produtos e tecnologias "verdes".

O diretor da Roland Berger, Burkhard Schwenker, calcula que, em 2030, o "setor verde" deverá faturar cerca de um trilhão de euros. "Nesse setor, a Alemanha ocupa um papel de liderança mundial", afirmou ao jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung.

A Roland Berger elaborou um atlas ecológico da Alemanha, a ser divulgado em junho de 2007, durante encontro de cúpula da União Européia (UE) sobre meio ambiente.

Liderança alemã

Windkraft

Energia eólica: outra área em que alemães lideram

Schwenker lista áreas nas quais os alemães já ditam padrões internacionais: as empresas alemãs possuem a maior capacidade instalada de geração de energia eólica, a mais alta taxa de uso de materiais reciclados na fabricação de embalagens, as mais modernas tecnologias para a construção de usinas elétricas e são líderes na produção de aparelhos domésticos eficientes.

Uma em cada três células solares produzidas no mundo leva a marca made in Germany, assim como dois terços dos aerogeradores (os cata-ventos utilizados nos parques eólicos). Diferentemente de outras áreas nas quais a indústria alemã é competitiva, no setor ambiental grande parte da produção ocorre em solo alemão e não em terras asiáticas.

"No caso das células solares, o percentual de geração de valor na Alemanha fica entre 70% e 80%", afirma o consultor Torsten Henzelmann, da Roland Berger. "Na indústria automobilística, mal chega à metade."

Exportações e empregos

As afirmações dos consultores são confirmadas por balanços divulgados recentemente. De acordo com a Federação de Energias Renováveis, os seus associados exportaram seis bilhões de euros no último ano, um crescimento de 30% em relação ao ano anterior.

O bom momento se reflete também no mercado de trabalho. "Em 2020, o setor ambiental alemão empregará mais pessoas do que o setor mecânico e a indústria automobilística juntos", disse Henzelmann. Pelos cálculos da consultoria, o setor ambiental já emprega em torno de um milhão de pessoas, ante 900 mil do setor mecânico e 800 mil da indústria automobilística.

As perspectivas de representantes do setor também são otimistas. A área de energias renováveis estima a criação de 15 mil empregos na Alemanha apenas este ano. "Até 2010, serão gerados 60 mil postos de trabalho", prometeu o presidente da Federação de Energia Eólica, Peter Ahmels. O setor de energias renováveis já emprega 214 mil pessoas.

Os números positivos já levaram o ministro alemão do Meio Ambiente, Sigmar Gabriel, a falar em "terceira revolução industrial".

China: mercado promissor

Radfahrer vor Kohlekraftwerk in China

Chineses necessitam de usinas menos poluentes

Entre os mercados mais promissores para os produtos e tecnologias alemães está a China. O consumo de energia no país cresce 20% ao ano, e a população sofre com os efeitos da poluição causada por usinas termelétricas a carvão.A China também tem problemas com a poluição de seus rios e o acúmulo de dejetos. A indústria alemã já reconheceu essas oportunidades e aposta num rápido crescimento de seus negócios na Ásia.

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