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Alemanha

Comando com data de expiração

Joschka Fischer garantiu a continuidade da ajuda alemã ao governo de Cabul, mas recusou uma eventual prorrogação do comando das tropas internacionais ISAF pela Alemanha.

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O ministro alemão Joschka Fischer (dir.) com Hamid Karsai, presidente do Afeganistão

O ministro alemão das Relações Exteriores chegou nesta terça-feira (26/11) a Cabul, onde participa dos preparativos para a segunda conferência internacional do Afeganistão, a ser realizada no dia 2 de dezembro, no castelo de Petersberg, nos subúrbios de Bonn.

Na noite que antecedeu a chegada do ministro alemão, foram disparados mísseis contra o quartel das tropas alemãs da ISAF. Embora o ataque não tenha causado maiores danos, ele deixou clara a precariedade da segurança na capital do Afeganistão.

Simpatia e aprovação

O primeiro contato mantido por Fischer foi com o presidente afegão, Hamid Karsai, que deixou claro o desejo do governo de Cabul – um engajamento militar forte e duradouro da Alemanha no Afeganistão: "Estamos muito contentes que a Alemanha tenha concordado em assumir o comando da ISAF. E desejamos que este comando seja exercido não apenas por seis meses ou um ano, mas ainda por mais tempo."

Joschka Fischer refutou, porém, categoricamente a proposta de Karsai: "O trabalho dos nossos soldados aqui é visto com grande simpatia e aprovação. Esta é uma experiência que já tivemos também nos Bálcãs. Isto nos deixa muito orgulhosos. Mas não podemos assumir tudo isto de forma duradoura".

O ministro assegurou, no entanto, que a Alemanha continuará a engajar-se no Afeganistão a longo prazo, mas em outros setores. A seu ver, é bem mais importante a cooperação no setor de organização da polícia, em projetos escolares e de proteção das mulheres, além do apoio ao trabalho de organizações não-governamentais.

Para Fischer, o engajamento no Afeganistão é parte indispensável de uma luta eficiente contra o terrorismo: "Em face da enorme tarefa, o nosso compromisso aqui é de longo prazo. E é importante que nós não desviemos nossa atenção e que permaneçamos sempre presentes".

Incidente na madrugada

Na manhã desta terça-feira, Joschka Fischer fez uma visita apressada aos soldados alemães da ISAF. A agenda apertada não permitiu que o ministro assistisse a uma demonstração com o tanque Wiesel, com o qual os militares patrulham as ruas de Cabul.

Os soldados mostravam-se um tanto inseguros com o incidente da madrugada. Mas não acreditam numa escalada da violência. Segundo eles, a avaliação das tropas de segurança é de que os responsáveis pelos disparos de mísseis não desejam atacar o quartel alemão diretamente, mas simplesmente demonstrar que continuam ativos nas proximidades da ISAF.

O comandante da tropa alemã, general Manfred Schlenker, tampouco acredita num agravamento da situação: "Sempre teremos de contar com tais ataques. Isto aconteceu de tempos em tempos. Mas a tendência é claramente de uma evolução positiva.." O fato de que a Alemanha vai assumir o comando da ISAF tampouco é visto pelos militares como um motivo para um aumento das agressões. A rotatividade no comando é coisa normal e rotineira, afirmam.