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Economia

Com os dias contados

Em 2002, cerca de 37 mil empresas alemãs foram à falência, muitas com anos de atuação no mercado. O processo até o fechamento representa tempos difíceis, especialmente para os funcionários.

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Falência em alta

Alguns especialistas garantem que a globalização é a principal responsável pelo fim das pequenas empresas, obrigadas a fechar suas portas ante a concorrência dos grandes conglomerados. Na verdade é cada vez maior o número de firmas que entram em falência na Alemanha ou que declaram sua insolvência. No ano passado foram cerca de 37 mil, o que representa 16,4% a mais do que em 2001.

O que se observa é que muitas dessas empresas não são novatas, tendo conseguido afirmar-se no mercado. Como a Studio-Systeme Schnell, uma firma de Colônia que presta assistência técnica para produtoras cinematográficas, com 13 anos de existência e bons negócios. A situação, entretanto mudou completamente com o desaquecimento da economia. O trabalho foi se tornando cada vez mais escasso até que a empresa não teve outra saída que pedir falência.

Para os funcionários, a medida tem impacto negativo imediato. Os salários vão sofrendo cortes sucessivos e a insegurança em relação ao futuro cresce a cada dia. "É uma situação muito difícil", admite Delia Vohl, 35 anos, que trabalha na Studio-Systeme Schnell.

Tempo de incerteza

O tempo de incerteza, ou seja, quando a empresa irá fechar definitivamente, demora na Alemanha bem mais do que em outros países, devido à nova lei de insolvência, vigente no país desde 1999. É necessário estudar todas as possibilidades para salvar a empresa da falência e garantir os postos de trabalho, o que exige uma longa investigação. Os curadores de massas falidas precisam analisar se não basta vender uma parte da firma para evitar o fechamento ou até tentar encontrar um comprador interessado no negócio e em assumir todo o quadro de pessoal.

Temores

Durante este processo, que pode se arrastar durante meses, os funcionários são os mais atingidos. No dia em que a insolvência é decretada, o salário dos funcionários é suspenso. "Para a maioria esta é a principal preocupação, afinal, eles tem contas para pagar", diz a curadora Jana Dettmer, que administra massas falidas.

Outro aspecto é a recolocação no mercado de trabalho. Os mais velhos sabem que suas chances são menores. Os mais novos, com pouco tempo de serviço, também enfrentam certa resistência. Na atual situação de crise, não basta competência para garantir um novo emprego. A falta de dinheiro e de perspectiva somam-se à frustração de ter que abandonar um determinado trabalho e planos de carreira.

A dura decisão

Apesar de todos os esforços para manter a empresa, a Studio-Systeme Schnell terá que fechar em três meses. O anúncio traz um certo alívio aos funcionários pois os tira da incerteza. Agora começa a fase de tentar conseguir um novo emprego, embora eles saibam que a situação econômica e a alta taxa de desemprego na Alemanha não permitem sonhar alto. No momento, só resta economizar muito e esperar por dias melhores.

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