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Economia

Com o pé no acelerador

Indústria automobilística alemã resistiu à má conjuntura em 2002 e esbanja autoconfiança no Salão de Detroit. Com exceção da Volkswagen, todas as montadoras alemãs aumentaram as vendas no ano passado.

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Beetle conversível é apresentado no Salão de Detroit

A Audi registrou recorde de vendas pelo sétimo ano consecutivo, com 2,1% de aumento em relação a 2001. Só que no mercado interno a queda foi de 4,4% (243.600 carros). O presidente da empresa, Martin Winterkorn, anunciou em Detroit a intenção de duplicar as vendas no mercado norte-americano nos próximos cinco a seis anos, para 180 mil a 200 mil unidades.

Também a Volkswagen está otimista neste ano que se inicia. Pela primeira vez em vários anos, ela registrou uma queda de 2% nas vendas, não atingindo a marca dos cinco milhões de carros vendidos em 2002. Mesmo assim, o presidente da Volkswagen salientou durante o Salão de Detroit que os objetivos da empresa foram atingidos. Bernd Pischetsrieder disse ainda que em 2003 o mercado asiático deve crescer, em detrimento do norte-americano e do europeu ocidental. A estrela entre os 20 modelos produzidos pela fábrica é o carro de luxo Phaeton.

O diretor de vendas da empresa alemã acha que não houve alterações no tocante à fatia do mercado mundial abrangida pela Volks, que "deve ter ficado em torno dos 12,2%", destacou Robert Büchelhofer. Ele confirmou ainda que a fábrica está analisando a possibilidade de lançar também no mercado europeu o novo carro Tupi, a ser fabricado no Brasil em meados do ano.

Mercedes – Com 1,23 milhão de unidades, a Mercedes-Benz, principal marca da DaimlerChrysler, vendeu em 2002 três mil carros a mais que no ano anterior. Embora a procura pelos clássicos com a marca da estrela tenha sido menor em 2002, quem salvou as vendas foi o Smart, com um aumento de 5% nas unidades vendidas (122.300 carros).

Dentro da Alemanha, a queda da Mercedes foi de 4,2%. Mesmo assim, a marca garantiu sua parcela de 12% do mercado. Desde o início de janeiro, a Mercedes Car Group centraliza os negócios dos carros Mercedes-Benz, Smart, Maybach e das submarcas Mercedes-Benz AMG e Mercedes-Benz-McLaren.

Otimismo também em Munique – Em compensação à queda de 2,4% no mercado interno, a BMW registrou um aumento de 4% em nível mundial, com 913 mil carros vendidos. Tudo graças ao sucesso do Mini, eleito, aliás, "o carro do ano" pela imprensa dos Estados Unidos. Foram vendidos no ano passado 144 mil carros deste tipo, 25 mil a mais que em 2001.

Apesar da concorrência cada vez mais acirrada no mercado norte-americano, a Federação Alemã da Indústria Automobilística espera aumentar sua fatia de mercado nos Estados Unidos de 5,5% para 6,5% no ano recém iniciado.

O presidente da federação vê boas chances para que isso se concretize. "Além dos carros de luxo, as montadoras alemãs apostam em novos modelos em categorias onde a concorrência é baixa ou nula", afirma Kunibert Schmidt.