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Mundo

Com homenagens, Holanda recebe corpos de vítimas do voo MH17

Chegada a aeroporto é acompanhada pelo rei e a rainha e tem honras militares. País faz um minuto de silêncio paras as vítimas, e carreata com os caixões é vista por dezenas de milhares de pessoas.

Quase uma semana após a queda do Boeing 777 da Malaysia Airlines na Ucrânia, os primeiros corpos das vítimas chegaram à Holanda nesta quarta-feira (23/07) e foram recebidos pelo rei Willem-Alexander, pela rainha Máxima Zorreguieta e pelo primeiro-ministro Mark Rutte. Um minuto de silêncio foi feito em todo o país para homenagear os mortos.

Dois aviões, trazendo 40 caixões a bordo, decolaram pela manhã de Carcóvia, na Ucrânia, e pousaram em Eindhoven. Mais de 1.300 pessoas, entre políticos, parentes das vítimas e representantes dos países dos passageiros do voo MH17, esperavam as aeronaves, que foram recebidas com honras militares.

Trens e ônibus pararam por um minuto no país inteiro, assim como funcionários de lojas e supermercados. O espaço aéreo holandês ficou fechado por 15 minutos. Por esse período, nenhum avião decolou ou pousou no aeroporto de Schiphol, de onde o Boeing 777 partiu com destino a Kuala Lumpur na última quinta-feira.

Em seguida, sinos de igrejas em toda a Holanda tocaram quando as aeronaves que traziam os corpos tocaram a pista de pouso. Bandeiras dos 11 países que perderam cidadãos no desastre foram hasteadas no aeroporto.

Niederlande Eindhoven Särge der Opfer von Malaysia Airlines MH17

Corpos foram levados para base militar para identificação

Soldados transportaram os caixões das aeronaves para os carros fúnebres, que, em carreata e observador por dezenas de milhares de pessoas ao longo do trajeto, seguiram para a base militar em Hilversum. O processo de identificação dos corpos, que contará com 75 legistas, pode durar meses.

A bordo do voo MH17, que foi abatido quando sobrevoava a área controlada por separatistas na Ucrânia, estavam 298 pessoas, entre elas 193 holandeses, 43 malaios, 28 australianos, além de dez britânicos e cidadãos de outras nacionalidades.

Investigações

Até sexta-feira, todos os corpos recuperados devem ser trazidos para Holanda, segundo o governo holandês. Ainda não se sabe exatamente quantos mortos estão no local da tragédia. Na terça-feira, um trem com cinco vagões refrigerados chegou à Carcóvia com 200 corpos.

"Ainda é possível que muitos corpos estejam lá, a céu aberto no verão europeu, sujeitos a interferências e a estragos causados pelo calor e animais", afirmou o primeiro-ministro australiano, Tony Abbott.

Observadores internacionais afirmam que diversos restos mortais foram deixados no local do acidente. O governo ucraniano propôs que países que perderam cidadãos no acidente enviem policiais para proteger o local da tragédia e evitar manipulações.

Nationaler Trauertag Niederlande Absturz MH17

Holanda silenciou por um minuto

O chanceler holandês, Frans Timmermans, e a chanceler australiana, Julie Bishop, viajarão juntos para a Ucrânia na quinta-feira para negociar a volta dos corpos e a investigação sobre o acidente. Autoridades holandesas estão conduzindo as investigações, que conta com a participação de outros países, como a Rússia.

Caixas-pretas

Após a intensa pressão internacional, os rebeldes na Ucrânia entregaram as caixas-pretas do avião para autoridades malaias. Elas foram enviadas na quarta-feira para o Reino Unido, onde serão analisadas.

Especialistas holandeses já afirmaram que não encontraram evidências de que elas foram manipuladas. Os primeiros resultados devem ser divulgados na próxima semana. Mas a análise completa do material pode levar semanas.

A agência de investigação de acidentes aéreos do Reino Unido, que vai analisar o conteúdo das caixas-pretas, já iniciou o download das informações. O processo deve levar 24 horas para cada uma das caixas.

CN/rtr/dpa/afp

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