″Com amigos como Trump, quem precisa de inimigos?″ | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 16.05.2018
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União Europeia

"Com amigos como Trump, quem precisa de inimigos?"

Em cúpula da UE, presidente do Conselho Europeu critica duramente líder americano e pede união para lidar com a saída dos Estados Unidos do acordo nuclear com o Irã e com a imposição de tarifas comerciais à Europa.

Donald Tusk

Tusk disse que união é a única forma para lidar com a "assertividade caprichosa" de Trump

No início de uma cúpula da União Europeia, em Sófia, na Bulgária, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, fez duras críticas nesta quarta-feira (16/05) ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

"Olhando para as mais recentes decisões do presidente Trump, alguém poderia até pensar: com amigos como esse, quem precisa de inimigos?”, questionou Tusk, durante uma coletiva de imprensa.

Tusk pediu que os líderes europeus se unam numa frente europeia para lidar com a saída dos Estados Unidos do acordo nuclear com o Irã e com a imposição de tarifas comerciais à Europa pelo governo americano. Segundo o político, a união é a única maneira para lidar com a "assertividade caprichosa de Trump”.

A União Europeia tenta salvar o acordo com o Irã e os negócios europeus no país. No pacto de 2015, a comunidade internacional se comprometeu a suspender as sanções ao Irã, possibilitando uma melhora da situação econômica do país. Em contrapartida, Teerã deveria suspender fundamentalmente suas atividades de enriquecimento de urânio.

Com a saída dos EUA do acordo, Trump anunciou novas sanções. Essa medida afeta também empresas europeias que atuam no Irã, praticamente anulando as possibilidades das firmas continuarem seus negócios no país. Na terça-feira, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Javad Zarif, esteve em Bruxelas, sede do Executivo da União Europeia, para negociar uma solução para esse impasse e salvar o pacto.

Tusk comparou ainda o atual governo dos EUA aos tradicionais adversários europeus – Moscou e Pequim. "Falando francamente, a Europa deveria ser grata ao Trump, pois graças a ele nos livramos de todas as ilusões. Ele nos fez perceber que se precisarmos de uma mão amiga a encontraremos no fim do nosso braço”, acrescentou.

Os líderes europeus estão reunidos em Sófia para estreitar os laços com os países dos Bálcãs e tentar evitar sua aproximação com a Rússia. O acordo nuclear com Irã, a violência em Gaza durante os protestos contra a abertura da embaixada dos EUA em Jerusalém e a sobretaxa americana sobre as importações de aço e alumínio também estão na pauta da cúpula de dois dias.

"A Europa precisa fazer tudo o que estiver ao seu alcance para proteger o laço transatlântico, mesmo com o clima atual. Mas ao mesmo tempo, precisamos estar preparados para aqueles cenários onde teremos que agir por conta própria", acrescentou Tusk.

CN/efe/rtr/afp

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