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Mundo

Com ajuda do FBI, Malásia investiga simulador de voo de piloto

Equipamento mantido em casa teve dados apagados um mês antes do desaparecimento do avião. Nova hipótese é que Boeing 777 tenha caído em áreas remotas do sul do Índico. Especialistas temem que jamais seja encontrado.

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Desenho feito por crianças no aeroporto de Kuala Lampur, de onde partiu o voo MH370

A Malásia solicitou nesta quarta-feira (19/03) ajuda do FBI, polícia federal americana, para tentar recuperar os dados do simulador de voo que o piloto do avião da Malaysia Airlines mantinha em casa. As informações foram apagadas há cerca de um mês, e a esperança é que possam dar pistas sobre o paradeiro do Boeing 777, desaparecido há 11 dias.

O redirecionamento das investigações – agora centradas no piloto Zaharie Ahmad Shah, de 53 anos, e seu copiloto, Fariq Abdul Hamid, de 27 anos – acontece no momento em que a zona de buscas é ampliada para uma área superior a 7 milhões de quilômetros quadrados, em meio a pressão crescente por parte dos parentes dos passageiros.

No momento, os investigadores se apoiam na tese de que o desvio brusco na rota da aeronave só poderia ter sido realizado por alguém com larga experiência em aviação. Como, após investigações iniciais, se constatou que nenhum dos passageiros registrados dispunha de tal experiência, as suspeitas recaem sobre os pilotos.

"Convocamos analistas internacionais e malaios para examinar o simulador do piloto. Há informações apagadas e estamos tentando recuperá-las", disse o ministro da Defesa da Malásia, Hishamudin Hussein.

Famílias nomeiam porta-voz

Fontes próximas à investigação dizem que o programa tem simulações de aterrissagens nas Maldivas, no Sri Lanka, no sul da Índia e na base militar americana de Diego Garcia. Essas informações não foram confirmadas nem desmentidas na entrevista coletiva do ministro Hussein. Descoberto no sábado, o programa não era um segredo – o próprio piloto havia revelado sua existência em um fórum na internet.

Malaysia Airlines Boeing 777

Boeing 777 da companhia Malaysia Airlines, como o que desapareceu há 11 dias

As buscas pelo voo MH370, que fazia a rota Kuala Lumpur-Pequim, se estendem por uma área equivalente ao território continental dos Estados Unidos. Elas envolvem 26 países, em dois vastos corredores de oceano: um vai do Laos ao Mar Cáspio, passando sobre grande parte da Ásia, numa espécie de arco; o outro, sobre o Oceano Índico, da Ilha de Sumatra (Indonésia) ao oeste australiano.

Segundo uma fonte citada pela agência de notícias Reuters, especialistas encarregados das investigações acreditam que o jato provavelmente voou para o sul do Oceano Índico. Se tiver de fato caído no sul do Índico, é grande a chance de o avião não ser encontrado, e o mistério permanecerá irresoluto. Esse oceano é um dos pontos de águas mais profundas do planeta, com média de 3,8 mil metros e uma máxima superior a 7,4 mil metros.

Nesta quarta-feira, o grupo de parentes dos passageiros chineses que estavam no voo MH370 criou uma comissão para transferir suas queixas pela falta de informações, e anunciou a nomeação de um porta-voz para a imprensa.

RPR/ap/rtr/efe

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