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Economia

Comércio varejista perde cinco bilhões de euros

Faturamento despenca. Desemprego e desconfiança do consumidor estão entre as possíveis causas.

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Euro não é responsável pela retração no consumo, de acordo com Hermann Franzen

Cada vez mais o comércio varejista alemão luta por sua sobrevivência. "A cada mês, mais lojas entram em séria crise", afirmou, nesta segunda-feira (24), o presidente da Federação do Comércio Varejista (HDE), Hermann Franzen. Segundo ele, um estabelecimento está gravemente ameaçado quando seu faturamento cai 10%. "Com base nesta regra pode-se dizer que um terço dos varejistas está em estado de coma", analisa Franzen.

Ele não admite que a retração no consumo se deva à introdução do euro. "As estatísticas não estabelecem nenhuma relação", informou. "A adoção do euro como moeda única é apenas um dos fatores na queda do faturamento", completou o diretor-gerente da HDE, Holger Wenzel. Esta tendência já se denunciara nos primeiros meses e acentuou-se em maio com uma perda de mais de 5% em relação ao mesmo período do ano anterior, equivalente a cinco blihões de euros.

Por sua vez, o porta-voz da associação, Hubertus Pellengahr, afirmou que as quedas no comércio estão diretamente ligadas ao alto índice de desemprego no país e à falta de confiança do consumidor no desenvolvimento econômico.

De acordo com uma pesquisa realizada pela HDE, 24% dos comerciantes conseguiram aumentar seu faturamento este ano, contra 41% em 2001. Em 9,5% dos estabelecimentos o faturamento se manteve, e quase dois terços apresentaram números negativos (51% em 2001).