Comércio eletrônico não pára de crescer apesar da crise | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 17.11.2009
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Economia

Comércio eletrônico não pára de crescer apesar da crise

Crescimento e expectativas do setor são tema do primeiro Congresso Europeu do Comércio Eletrônico que acontece esta semana em Berlim. Alemães apreciam conforto da compra online, mas temem pela segurança de seus dados.

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Segurança é vital para companhias de comércio eletrônico

Sob o lema "Comércio eletrônico sem fronteiras – quem são os ganhadores e perdedores do comércio eletrônico?", acontece esta semana na capital alemã o primeiro congresso do gênero no continente europeu. Na segunda e terça-feira (16 e17/11), foram apresentados tanto conceitos e estratégias promissoras, como também discutidos desenvolvimentos, perspectivas e tendências do comércio eletrônico.

Apesar da crise, o comércio eletrônico não pára de crescer. Segundo a Associação Alemã do Comércio de Vendas pelo Correio, neste ano, o número de compradores alemães da internet deverá aumentar em 1 milhão, para 32,5 milhões de pessoas, e o volume de vendas na internet deverá crescer 13%.

No ano passado, internautas alemães compraram 19,3 bilhões de euros em mercadorias através da web. Em 2009, já foram gastos 21,8 bilhões de euros. O setor aposta confiante nos negócios do próximo Natal. Enquanto decresce o comércio varejista, um final do boom do comércio eletrônico não tem previsão.

Vantagens do comércio eletrônico

Há muito que o comércio eletrônico deixou de ser algo somente para jovens e aficionados da técnica. Na Alemanha, mais da metade da receita das grandes firmas de vendas por correspondência provém da internet. Até dez anos atrás, para muitas pessoas era inimaginável fazer compras de forma virtual. Hoje, são muitas as vantagens desse tipo de negócio.

Já há 12 anos, o alemão Rolli, de 40 anos, usa a internet para fazer compras algumas vezes ao mês. "Por que eu compro online? Porque nove entre dez coisas que quero comprar, em que gasto meu dinheiro, eu consigo mais barato na internet. Porque também posso comprar tais coisas ainda nas 23 horas do sábado, porque eu não preciso de ninguém me aconselhando e porque é simplesmente mais cômodo", explica.

Weihnachtsmann beim Einkaufsbummel im Internet

Setor aposta nas compras de Natal pela internet

A gama de ofertas no comércio eletrônico é infindável. A preferência pelos diversos tipos de produtos é, todavia, bastante diferenciada. Rolli, por exemplo, costuma comprar livros, CDs e DVDs. "Mas nenhum sapato, nenhuma calça, ou seja, nada que se deva realmente experimentar", explicou.

Ele compra suas roupas de forma bem tradicional, na loja. Assim, ele está fora das estatísticas, já que 42% das mercadorias encomendadas pela internet são produtos têxteis, seguidos de equipamentos de mídia, imagem e som.

Potencial da internet

E-commerce ou comércio eletrônico tornou-se a palavra mágica para muitos segmentos da economia. O pesquisador do comércio eletrônico Bernd Skiera, professor de Economia da Universidade de Frankfurt, prevê que o crescimento do setor na Alemanha irá continuar, mas a ritmo mais lento. O motivo está no fato de a maioria dos alemães possuírem acesso à internet.

Na Alemanha, 7,4% do comércio varejista está nas mãos de empresas de vendas pela internet. A companhia norte-americana Amazon é a maior delas. Para o ano que vem, Amazon espera um crescimento de 33%. Desde 1998, a empresa fundada em 1994 em Seattle, nos EUA, está presente na Alemanha e Reino Unido. Hoje, Amazon atua também na França, Japão e China.

Para Skiera, o sucesso de companhias de venda pela internet, como Amazon, está no fato de, por um lado, apostarem em formas tradicionais de vendas, como o comércio de livros. Por outro lado, tais firmas reconheceram o potencial da internet, estabelecendo ideias completamente novas, como as resenhas de produtos por parte dos clientes, explicou o professor.

Dados sensíveis

No entanto, empresas alemãs tradicionais de venda pelo correio, como a firma Otto, também lucram com a internet. A empresa de Hamburgo oferece 650 mil artigos através da web. Metade de sua receita provém do comércio eletrônico. A médio prazo, Otto espera que essa porcentagem se amplie para 70%.

Thomas Vogt, porta-voz do grupo Otto, explica que "o comércio eletrônico é o único mercado em crescimento. A maioria da população também compra online. As mulheres já ultrapassaram os homens, a porcentagem de compradoras online é crescente. E deve-se notar que também a população com idade mais avançada compra com toda naturalidade através da internet".

O comércio eletrônico também implica a caça diária por dados sensíveis transmitidos através da web – do nome e endereço de clientes até dados bancários e números de cartões de crédito. Segundo Vogt, nesse setor, a segurança é vital para uma empresa. "Nossa completa receita depende da confiança do cliente em nós". Por esse motivo, investe-se muito em sistemas de segurança, acresceu.

Iwona Gromek, da central de defesa do consumidor em Düsseldorf, afirma que o cliente, no entanto, não deve responsabilizar só as firmas de comércio eletrônico. Segundo ela, o comportamento do comprador é decisivo.

Gromek explica que é difícil distinguir entre vendedores sérios e fraudadores. Por isso, é sempre bom dar uma olhada no expediente do site do vendedor e telefonar se for necessário. Além disso, devem ser evitados pagamentos antecipados, aconselha.

Autor: Carlos Albuquerque

Revisão: Roselaine Wandscheer

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