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Mundo

Columbus é "hora da estrela" do programa espacial europeu

A nave Atlantis acoplará à Estação Espacial Internacional (ISS) o laboratório espacial europeu Columbus, construído por subsidiária da Eads. Até agora, somente módulos russos e americanos estavam acoplados à estação.

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Laboratório espacial servirá para pesquisas na falta de gravidade

Programada para ser lançada nesta semana, a nave espacial norte-americana Atlantis leva na bagagem o Columbus, primeiro laboratório europeu para pesquisas a longo prazo no espaço. O objetivo da missão espacial é integrar o Columbus à Estação Internacional Espacial (ISS).

Construído pela Astrium, subsidiária do conglomerado aeroespacial e armamentista europeu Eads, o Columbus levou 11 anos para ser construído. Trata-se do mais dispendioso e tecnicamente mais valioso laboratório que a Europa já construiu, explica Martin Menking, chefe da Astrium.

A Atlantis é tripulada por sete astronautas. Entre eles, estão o alemão Hans Schlegel e o francês Leopold Eyharts, ambos da Agência Espacial Européia (ESA). Segundo Schlegel, com o acoplamento do Columbus à ISS, a estação se tornará realmente internacional.

Até o momento, existiam somente módulos habitáveis da Rússia e dos EUA. Em poucos meses, os japoneses também lançarão seu módulo à estação.

"365 dias no ano e 24 horas por dia"

USA Europa Raumfahrt Space shuttle Besatzung

Entre os sete astronautas, dois são europeus

O laboratório em forma de cilindro com sete metros de comprimento e 4,5 metros de diâmetro custou 880 milhões de euros e está planejado para receber até três astronautas que aí farão os mais diferentes experimentos.

O primeiro deles será observar o comportamento de fluídos na falta de gravidade, explica o chefe da Astrium. O módulo possui ainda um laboratório biológico para analisar o crescimento das plantas no espaço.

O astronauta alemão de 56 anos Hans Schlegel comenta que, com o Columbus, o continente europeu terá um laboratório especial para pesquisas "365 dias no ano e 24 horas por dia". O módulo está planejado para operar durante dez anos e já deveria ter sido integrado à estação há três anos.

O atraso no lançamento do módulo europeu se deve à explosão, em fevereiro de 2003, do ônibus espacial Columbia, que embaralhou o cronograma do programa. O módulo de 13 toneladas foi encomendado pela Agência Espacial Européia (ESA) e construído em dez países da Europa.

Provado e seguro

USA Europa Raumfahrt Space Shuttle ESA Astronaut Hans Schlegel

Hans Schlegel, astronauta alemão

Para os europeus, o lançamento do Columbus é visto como "hora da estrela" do programa espacial do continente. Para Menking, o módulo é ainda mais do que isto.

Como Schlegel, ele também acha que a ISS fará jus ao nome e se tornará realmente internacional. O principal local de trabalho dos astronautas europeus em órbita será acoplado no terceiro dia da missão da Atlantis e aberto no dia seguinte.

Até 2010, o transporte das tripulações para a ISS está garantido. A partir daí, os ônibus espaciais americanos não mais funcionarão. Isto não é, no entanto, motivo de preocupação para o chefe da Astrium, que acredita na parceria com os russos.

Russos e europeus trabalham no desenvolvimento da tecnologia do transporte da tripulação. "Muitos astronautas já voam com o ônibus espacial americano para a ISS e voltam com a nave russa Soyus. O sistema russo é provado e seguro", afirma Menking.(ca)

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