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América Latina

Colombianos definem nas urnas futuro de negociações com as Farc

Candidato à reeleição, Juan Manuel Santos deve enfrentar o oposicionista Óscar Iván Zuluaga em provável segundo turno. Enquanto atual presidente defende diálogo com guerrilheiros, oposicionista promete impor condições.

Cerca de 33 milhões de colombianos estão aptos a participar das eleições presidenciais do país neste domingo (25/05). Segundo as primeiras informações das autoridades eleitorais, o clima é de tranquilidade.

O atual presidente, Juan Manuel Santos, tenta a reeleição com o apoio da coalizão de centro-esquerda Unidade Nacional. Também estão na disputa o oposicionista Óscar Iván Zuluaga, do partido direitista Centro Democrático; Enrique Peñalosa, da independente Aliança Verde; Clara López, apoiada pelos esquerdistas Polo Democrático Alternativo e União Patriótica; e Marta Lucía Ramírez, do Partido Conservador.

As autoridades deram por encerrada a campanha eleitoral da semana passada e proibiram a realização de mais pesquisas de opinião. No entanto, de acordo com as últimas sondagens, Santos e Zuluaga são os candidatos a presidente que devem disputar num provável segundo turno, previsto para 15 de junho.

Em uma entrevista publicada pelo jornal espanhol El Mundo neste domingo, Santos afirmou que até o fim deste ano espera concluir as negociações com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). "Fui eu quem começou o processo e quem o liderou, e por isso um segundo mandato seria a melhor garantia de que vai se chegar a um bom final", defendeu o presidente. Analistas acreditam que Santos tem chances de ser reeleito, mas não no primeiro turno.

Visões contrastantes

O grande desafio do presidente nos últimos meses foi conseguir o respaldo dos colombianos para um possível acordo com as Farc com o intuito de acabar com a violência. As negociações começaram em novembro de 2012 e agora acontecem em Cuba.

Apesar de admitir que outros candidatos apoiam o processo de paz, Santos, que faz das negociações sua grande bandeira de campanha, diz que os outros não "têm a experiência e a confiança da outra parte". Segundo ele, os demais candidatos impõem tantas condições que "estão dizendo 'não' ao processo". "Este é um risco que nós, colombianos, não podemos assumir."

Os dois principais presidenciáveis colombianos se conhecem há bastante tempo e já foram ministros do ex-presidente Álvaro Uribe. No entanto, suas visões sobre como resolver esse antigo conflito interno colombiano não poderiam ser mais distintas.

Zuluaga, apontado como pupilo de Uribe, já declarou que pretende interromper as negociações do Estado com as Farc, apelando por apoio junto aos cidadãos que questionam a verdadeira disposição da guerrilha para construir a paz e que veem com maus olhos a possibilidade de os guerrilheiros entrarem para a carreira política.

MSB/dpa/rtr

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