Colônia: polícia abordou principalmente árabes no Ano-Novo | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 13.01.2017
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Alemanha

Colônia: polícia abordou principalmente árabes no Ano-Novo

Novo balanço oficial contraria declarações anteriores do chefe da corporação, que apontou presença dominante de norte-africanos nos polêmicos controles de réveillon.

A polícia de Colônia divulgou um novo balanço da polêmica operação de seguranças que ocorreu na última noite de Ano-Novo. Desta vez, as autoridades afirmam que os grupos que tiveram seus documentos verificados quando se deslocavam para a festa incluíam um grande número de iraquianos e sírios – e não de norte-africanos, como foi inicialmente divulgado.

A ação da polícia de Colônia consistiu em instalar barreiras de controle pela cidade e obrigar centenas de pessoas a passar por uma triagem antes de chegar aos locais de festa. O plano foi colocado em prática para evitar a repetição dos crimes que ocorreram no réveillon de 2015-2016. Na ocasião, centenas de mulheres sofreram agressões sexuais. Os suspeitos foram descritos como pessoas de "aparência norte-africana ou árabe" por testemunhas.

À época, a falta de ação da polícia de Colônia, que demorou até mesmo para admitir a ocorrência de tantas agressões, foi bastante criticada. Os crimes também aumentaram a temperatura do debate sobre a entrada de refugiados na Alemanha e a legitimidade da política de "boas-vindas" da chanceler Angela Merkel.

Desta vez, a polícia de Colônia recebeu elogios pelas ações tomadas no último réveillon, que ocorreu sem incidentes significativos. No entanto, algumas declarações da polícia se revelaram enganosas. Inicialmente, o chefe da polícia da cidade, Jürgen Mathies, disse que mais "de 98% a 99%" das pessoas que tiveram suas identidades verificadas pelas autoridades eram de origem norte-africana.

Desta vez, a polícia afirma que das 670 pessoas que tiveram que mostrar seus documentos, apenas 425 tiveram sua nacionalidade comprovada. Nesse grupo, 99 eram iraquianos; 94, sírios; 48, afegãos; e 46 tinham nacionalidade alemã. Foram abordados apenas 17 marroquinos e 13 argelinos.

Apesar dos elogios à polícia, a ação também levantou críticas de ONGs e de políticos de esquerda, que acusaram a polícia de praticar discriminação ao mirar suspeitos com base em um perfil racial. A polícia também foi criticada por se referir às pessoas abordadas como "nafris" (um diminutivo para norte-africanos) em uma postagem no Twitter.

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