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América Latina

Colômbia volta a suspender ataques contra as Farc

Presidente decreta paralisação de bombardeios do governo contra acampamentos, após rebeldes anunciarem trégua unilateral. Santos ressalva que ataques poderão ser retomados caso a milícia se torne ameaça para a população.

O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, ordenou na noite deste sábado (25/07) a suspensão dos bombardeios contra os acampamentos das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). A descontinuação dos ataques ocorre dois dias depois que o governo e os rebeldes retomaram as negociações de paz na capital cubana, Havana.

"Eu dei a ordem de suspensão a partir de hoje dos bombardeios aéreos contra acampamentos onde haja concentração de membros dessa organização. A partir dessa data, esse tipo de ataque só poderá ser realizado com ordem explícita do presidente da República", afirmou Santos em um evento na cidade de Cartagena.

O líder colombiano suspendeu os bombardeios em março, mas ordenou a retomada deles um mês após os rebeldes matarem 11 soldados colombianos. As Farcs anunciaram um cessar-fogo unilateral desde a última segunda-feira, mas o presidente colombiano, inicialmente, havia recusado em retribuir o gesto.

Segundo o chefe de Estado, a trégua do governo marca a atual fase de negociações em Havana, onde as duas partes discutem a distensão do conflito armado, que já dura cinco décadas, com o objetivo de alcançar um cessar-fogo bilateral, passo prévio antes de firmar um acordo de paz.

"Nós concordamos em acalmar o conflito. O que isso signfica? Menos mortes, dor e vítimas", sublinhou Santos. O presidente declarou, ainda, que os acampamentos das Farc não serão atacados se não constituírem uma ameaça para a população, forças de segurança e infraestrutura elétrica, petroleira e rodoviária.

"O governo continuará garantindo a segurança dos colombianos e o estado de direito. O governo seguirá perseguindo o crime", frisou.

FC/afp/rtr/efe/lusa

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