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América Latina

Colômbia suspende bombardeios em acampamentos das Farc

Presidente Juan Manuel Santos anuncia medida na tentativa de reduzir intensidade do conflito armado no país, que já deixou 220 mil mortos. Segundo governo, guerrilheiros vêm cumprindo cessar-fogo unilateral.

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, ordenou a suspensão por um mês dos bombardeios em acampamentos das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), na tentativa de reduzir a intensidade do conflito armado no país.

Santos, que anunciou a decisão nesta terça-feira (10/03), reconheceu que as Farc vêm cumprindo o

cessar-fogo unilateral e por tempo indeterminado

declarado por eles em dezembro passado, com base em confirmações feitas pelos comandantes do Exército, da polícia e por autoridades regionais. O presidente colombiano considera que o diálogo com os guerrilheiros entrou numa fase definitiva.

Ao final de um mês, o governo pretende fazer uma nova revisão do cumprimento do cessar-fogo. "Dependendo dos resultados, decidiremos se continuaremos com essa medida (a suspensão dos bombardeios) ou não", afirmou Santos em pronunciamento transmitido por rádio e televisão.

No entanto, ele ressaltou que o governo não vai abrir mão de novos bombardeios caso alguma população esteja sob "iminente ameaça" das Farc. "As forças públicas continuarão cumprindo sua obrigação de proteger todos os colombianos e não vão descuidar de um só centímetro de nosso território", garantiu.

O presidente ainda alertou que, apesar da suspensão temporária dos bombardeios, confrontos ocasionais durante operações de patrulhamento e de controle militar de território poderão ocorrer.

Bombardeios das forças militares colombianas contra insurgentes fazem parte de uma ofensiva que resultou na morte de vários comandantes guerrilheiros. As duas partes encontram-se em meio a negociações para um acordo de paz, discutido em Havana, Cuba, para colocar fim ao conflito que já dura mais de 50 anos e deixou 220 mil mortos até agora.

No sábado passado, líderes das Farc e o governo concordaram em trabalhar em parceria na localização e desativação de minas terrestres em selvas e montanhas da Colômbia – primeiro acordo concreto alcançado até agora para diminuir a tensão na região. Os guerrilheiros também concordaram em não mais recrutar menores de 17 anos.

MSB/rtr/efe/dpa

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