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América Latina

Colômbia anuncia retomada de ataques aéreos contra as Farc

Presidente Juan Manuel Santos ordena que Exército realize bombardeios sobre acampamentos da guerrilha. Decisão é tomada após investida da milícia no sudoeste do país, que deixou 11 militares mortos.

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, ordenou nesta quarta-feira (15/04) a retomada dos bombardeios aéreos do Exército sobre os acampamentos das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). A decisão foi tomada após um ataque realizado pela guerrilha, que deixou 11 militares mortos e ao menos 17 feridos.

Com o ataque – numa zona remota do departamento de Cauca, no sudoeste do país –, as Farc romperam com o cessar-fogo unilateral que haviam iniciado em dezembro passado, afirmou o presidente.

"Este é um feito condenável, que não ficará impune. Exige medidas contundentes e terá consequências", afirmou Santos. "Ordenei que as Forças Armadas levantassem a ordem de suspensão de bombardeios aos acampamentos das Farc até nova ordem."

Após a investida desta manhã, os negociadores das Farc em Havana afirmaram que o ataque se deve à "incoerência" do governo, que "está ordenando operações militares contra uma guerrilha em trégua". O líder guerrilheiro Félix Antonio Muñoz Lascarro, conhecido como "Pastor Alape", convocou Santos para que se inicie um "cessar-fogo bilateral" que, em sua opinião, "é urgente para a nação".

Apesar da decisão de responder ao ataque, Santos insistiu no seu propósito de acelerar as negociações com as Farc em Havana. "Feitos dessa natureza e gravidade demonstram mais uma vez a necessidade de acelerar as negociações. Esta é precisamente a guerra que queremos e temos que terminar", afirmou.

Fundada em 1964 durante uma insurreição camponesa, as Farc contam com cerca de 8 mil combatentes, sobretudo nas zonas rurais. O conflito na Colômbia, o mais antigo na América Latina, já deixou mais de 220 mil mortos e mais de 5 milhões de deslocados, segundo dados oficiais.

FC/efe/dpa/lusa/ap/afp

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