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Alemanha

Cobras e lagartos na bagagem

Cresce comércio ilegal de animais, muitos deles ameaçados de extinção: alfândega apreendeu só no Aeroporto de Frankfurt 14.000 exemplares em 2001.

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Um dos exemplares apreendidos em Frankfurt

Cobras escondidas na embalagem de videocassetes, um chifre de rinoceronte dentro de uma estátua de gesso, duas malas repletas de aranhas, o fêmur de um elefante: estes são apenas alguns dos itens de uma longa lista que abrange 14.000 exemplares de animais, muitos deles de espécies ameaçadas de extinção, apreendidos pela alfândega no Aeroporto de Frankfurt em 2001.

Na verdade a quantidade diminuiu em relação a ano anterior, "mas o número de contrabandistas profissionais especializados em animais está crescendo", segundo o inspetor Ralf Simon.

Muitos dos animais são simplesmente colocados nas malas entregues como bagagem no check in e não sobrevivem à viagem. "Noventa por cento deles chegam mortos."

O caso mais espetacular foi o de uma nigeriana cujas malas continham 52 papagaios, dos quais só um ainda vivo. Ao revistarem sua bagagem de mão, os inspetores da alfândega descobriram ainda dez macaquinhos da espécie suspeita de transmitir o vírus do ebola e a febre lassa. Foi preciso submeter o aeroporto inteiro a uma desinfecção.

Os macaquinhos sobreviventes foram entregues ao Zoológico de Leipzig. Se tivessem ido parar no comércio, teriam rendido à mulher 2500 euros cada; os papagaios, 250 euros. Já o chifre de rinoceronte contrabadeado por outra pessoa tinha um valor de 250.000 euros no mercado – moído, para ser vendido como afrodisíaco.

São essas margens enormes no comércio ilegal de animais que animam os passageiros a arriscar, muitas vezes a mando de traficantes organizados. Na Alemanha, quem for apanhado arrisca uma pena de três a cinco anos de prisão. (lk)