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Esporte

Clubes investem pouco em reforços para reta final da Bundesliga

Nenhum brasileiro novo na reta final do Campeonato Alemão. França só virá para próxima temporada. Leverkusen libera Marquinhos para o Paraná. Zagueiro português é o reforço mais caro do recesso.

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Kehl (à dir.) e o brasileiro Éwerthon em treino do Borussia Dortmund

Por satisfação com seus jogadores ou por falta de recursos financeiros, os clubes alemães pouco investiram em reforços, durante o recesso de inverno, para as 16 rodadas restantes do Campeonato Alemão 2001/2002. Na temporada passada, eles chegaram a gastar neste período 36,7 milhões de euros para melhorarem suas equipes. Desta vez, mal passaram de 18 milhões.

No entanto, o total investido desde o início da atual temporada atinge o recorde de 173,15 milhões de euros (o anterior era de 146,5 milhões há dois anos). Nesta terça-feira terminou o prazo para registro de novos jogadores. Cinco clubes não fizeram uso da oportunidade.

Maiores investimentos – A transação mais cara coube ao Stuttgart, que pagou 7,7 milhões de euros pelo zagueiro português Fernando Meira. O valor eqüivale à metade do gasto por todos os 18 clubes da primeira divisão. Explicação: no início da temporada, o Stuttgart sofria com dívidas exorbitantes e vendeu mais do que comprou. Com a criação de uma empresa de participações, o clube atraiu investidores e encheu o caixa para investir agora.

Depois de trocar o técnico durante o campeonato, o Hamburgo partiu também para melhorar a qualidade de seu escrete e abriu os cofres para trazer o atacante argentino Bernardo Romeo, do San Lorenzo, por 5,65 milhões de euros.

Disputa por Kehl – Dos grandes clubes que brigam pela liderança da Bundesliga, o Borussia Dortmund foi o único a abrir generosamente os cofres. Após uma disputa com o Bayern de Munique, desembolsou 3,3 milhões de euros para ter imediatamente o zagueiro Sebastian Kehl, do Freiburg. Terceiro colocado, o Werder Bremen gastou 750 mil euros para trazer o suíço Ludowig Magnin.

Bayern de Munique, Bayer Leverkusen, Kaiserslautern, Hertha Berlim e Schalke limitaram-se a cuidar de reforços para a próxima temporada. O Bayern de Munique anunciou que terá, a partir de julho, Deisler (Hertha Berlim) e Ballack (Bayer Leverkusen), ambos da Seleção Alemã. Hertha e Schalke tiveram que se ocupar, antes de mais nada, com a procura de novos treinadores, pois os atuais não continuarão nos clubes ao fim do atual campeonato.

Brasileiros – O Leverkusen dá como certa a vinda de França, do São Paulo, em meados do ano, por 8,5 milhões de euro. O líder do Campeonato Alemão alegou razões financeiras para não contratá-lo já. "Não quisemos estourar nosso orçamento, mesmo que pouca coisa, devido à conjuntura econômica e a situação específica da Bayer. Além disto, esportivamente, não vemos urgência", justificou o diretor Reiner Calmund, referindo-se às despesas que o grupo químico-farmacêutico Bayer terá com indenizações por conta de mortes causadas pelo redutor de colesterol Lipobay.

O time também estaria bem servido de meio-campistas e atacantes. Tanto que, após emprestar o paranaense Paulo Rink ao Nürnberg em novembro, o Leverkusen cedeu agora o meio-campista Marquinhos, que retorna ao Brasil como reforço do Paraná. Na Alemanha há um ano e meio, o ex-jogador da Inter de Limeira jamais foi aproveitado no Campeonato Alemão.

Com isto, só Lúcio e Zé Roberto restam no Leverkusen, que destacava-se como o clube alemão com maior número de brasileiros. A posição foi perdida para o Borussia Dortmund, que consolidou durante o recesso a compra do atacante Éwerthon, que já vem brilhando no ataque do vice-líder alemão, ao lado de Amoroso.

Sem desespero – Os últimos colocados do Campeonato Alemão igualmente mostraram-se contidos neste recesso. Se na temporada passada, o Eintracht Frankfurt ainda torrou, em vão, 3,8 milhões de euros na tentativa de reforçar a equipe para evitar o rebaixamento, desta vez o lanterna St. Pauli desembolsou apenas 30 mil euros para ter Demo Kowalenko, do Chicago Fire, por empréstimo.

O Energie Cottbus optou por contratar jogadores com passe-livre, enquanto o Nürnberg mantém suas esperanças nos brasileiros Paulo Rink, trazido do Leverkusen, e Cacau, promovido a profissional após brilhar em sua estréia na Bundesliga, ainda como amador.

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