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Esporte

Clubes fixam teto para folha salarial dos jogadores

Iniciativa do G14 visa conter inflação salarial dos profissionais do futebol, mas não atinge investimentos em contratações. Jogadores e comissão técnica não podem ganhar mais que 70% do faturamento do clube.

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Jogador mais bem pago da Bundesliga, o goleiro Kahn ganhou 4,6 milhões de euros em 2001

A resolução tem ares de ser apenas formal, ou somente uma carta de intenções. A começar pela forma com que foi divulgada. Nada de entrevista coletiva, nem grande alarde. Para tornar pública a decisão tomada na reunião de Bruxelas, o G14 optou por um seco comunicado à imprensa esta semana.

De acordo com o informe, Bayern de Munique, Borussia Dortmund, Bayer Leverkusen e os demais 15 clubes europeus que integram o G14 (que conta entretanto com 18 clubes filiados) fixaram entre si um limite para a folha salarial. A partir da temporada 2005/2006, os gastos com pessoal não poderão ultrapassar 70% do faturamento do clube.

Mas o que são despesas com pessoal? "Salários de jogadores, treinadores e diretores de futebol, e prêmios, mas não os custos com empregados de escritório", esclarece Reiner Calmund, diretor do Bayer Leverkusen. Portanto, os altos valores pagos nas transferências de jogadores não estão incluídos na conta, pois não há acordo entre os clubes.

Para Calmund, a decisão é mesmo assim um sinal de progresso, pois "os clubes do sul da Europa e da Inglaterra, que pagam quantias superdimensionadas, discutiram a problemática com abertura fora do comum e participaram ativamente na formulação da resolução".

Questionamentos &150; Empresário de jogadores, registrado na Fifa, Gerd vom Bruch critica a iniciativa do G14. "Eu acho sempre preocupante quando clubes fecham acordos entre si. Cada um devia fazer seu dever de casa e gerenciar seu clube empresarialmente. Os grandes acertaram entre si uma resolução porque querem desinflacionar o mercado. Eles pagam centenas de milhões por Ronaldos e Figos. De problemas assim, clubes como Bochum só podem rir", cutuca.

Gerenciar empresarialmente – este parece ser exatamente o nó da questão. "Até hoje é assim: todos querem sucesso esportivo e para atingir esta meta há casos em que se faz contratos insensatos do ponto de vista econômico. Nesta questão, não excluo o Leverkusen", reconhece Calmund, que porém se nega a revelar qual o percentual atualmente gasto por seu clube com os jogadores.

E como se fiscalizará a marca dos 70%? Calmund: "Em breve, haverá um sistema de licenciamento através da Uefa. Ele nos orientará a respeito de números de faturamento. Auditores independentes deverão conferir a contabilidade e os custos com pessoal. Claro que também teremos de discutir sanções para os infratores, caso contrário o limite será letra morta."

Os argumentos do dirigente do Bayer Leverkusen não empolgam Gerd vom Bruch. "Na Alemanha, temos o mais perfeito sistema de licenciamento da Europa, mas quem quer contorná-lo, o consegue", diz – cético – o empresário de jogadores. Calmund admite a possibilidade de os salários serem reforçados com recursos externos ao dos caixas dos clubes: "É bem possível que patrocinadores dos clubes ponham ainda alguns milhões diretamente à disposição de estrelas mundiais, para tê-las em seus times. Os milionários continuarão milionários. Ninguém terá de viver da assistência social."

Aguarda-se agora com expectativa as reações ao acordo, de parte do sindicato internacional dos jogadores profissionais FIFPro e da União Européia. Geralmente, a UE proíbe acertos deste tipo, sob a suspeita de formação de cartel.

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