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Esporte

Clubes alemães tropeçam nos próprios erros

Um frango histórico do goleiro Oliver Kahn (Bayern de Munique) e um gol contra do zagueiro Fernando Meira (Stuttgart) abafaram as esperanças de os dois clubes alemães passarem à próxima fase da Liga dos Campeões.

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Goleiro e zaga do Chelsea afastam ataque do Stuttgart

O português Fernando Meira, um dos dois zagueiros do Stuttgart ao lado do brasileiro Bordon, mandou a bola para o fundo das próprias redes ao tentar desviar um cruzamento do Chelsea. Isto foi aos 12 minutos e era ao primeiro ataque do time inglês.

O Stuttgart, que até então vinha bem na partida, tendo inclusive duas oportunidade de abrir o placar (aos 5 e 7 minutos), entrou em estado de choque.

A partir daí, os 42 mil torcedores que lotavam o estádio Gottlieb-Daimler assistiram ao esforço do Stuttgart para reverter o placar, mas sem êxito. O jogo terminou em 1 a 0 para o Chelsea.

Apesar de ter vencido as suas 11 últimas partidas em competições européias, ficou evidente que o Stuttgart, atual vice-campeão alemão, é um time apenas mediano. No final das contas, impôs-se a categoria das estrelas do time inglês.

O presidente do Chelsea, o milionário russo do petróleo Roman Abramovitch, chegou a Stuttgart no seu jatinho particular e voltou com a convicção de que seu time está praticamente classificado para as quartas-de-final da Liga dos Campeões.

O frango de Kahn

Os próprios jogadores do Real Madrid reconheceram que foi uma sorte o empate de 1 a 1 com o Bayern de Munique, terça-feira à noite (24/02) no Estádio Olímpico da capital bávara. O técnico Ottmar Hitzfeld montou um esquema agressivo, que conseguiu anular o meio-campo e o ataque do Real Madrid.

Na sua melhor partida da atual temporada, o Bayern abriu o placar aos 30 minutos do segundo tempo, com um gol do atacante holandês Roy Makaay, atual artilheiro da Liga dos Campeões (seis gols).

Uma vitória em Munique deixaria o time alemão em excelente posição para enfrentar o Real Madrid no seu próprio estádio, na partida de volta.

Foi então que Roberto Carlos cobrou uma falta de fora da área, a quase 35 metros de distância. Embora bem colocado e rasteiro, o chute do brasileiro saiu fraco. O goleiro Oliver Kahn se abaixou mas deixou passar a bola por debaixo do corpo. Que baita frango!

Esta vacilada de Kahn não apenas complicou a vida do Bayern, deixando escapar uma vitória praticamente garantida, como reacendeu o debate em torno do mito Kahn.

A desmontagem de um mito

Oliver Kahn Champions League FC Bayern München - Real Madrid 1:1

O frango de Oliver Kahn

Foi na Copa de 2002 que o goleiro Kahn viveu o auge do seu mito de goleiro imbatível e também o início do seu declínio. O mito foi construído pela sua forte personalidade de líder (é o capitão da seleção alemã) e empenho quase que sobre-humano. Uma imagem bem ao gosto dos alemães.

A desmontagem do mito começou na derrota da Alemanha por 2 a 0 para o Brasil, na final da Copa. Kahn não conseguiu segurar um chute de Rivaldo, e Ronaldo aproveitou a sobra para fazer o primeiro gol do Brasil. No segundo gol de Ronaldo, um chute rasteiro no canto, Kahn também falhou.

A partir daí, Kahn começou a sentir o gosto amargo da desmontagem do mito, por parte da imprensa, dos torcedores e também dos colegas jogadores.

A mais recente investida partiu do goleiro Jens Lehmann, reserva de Kahn na seleção alemã, que reivindicou a posição de titular. Lehmann joga atualmente no Arsenal, líder do campeonato inglês e tem se destacado por ótimas atuações, ao contrário de Kahn.

O frango diante de Roberto Carlos pôs mais lenha na fogueira da disputa entre os goleiros. "É um prato cheio para Jens Lehmann", afirmou o ex-jogador Lothar Matthäus, que botou o dedo na ferida, ao questionar se Kahn merece solidariedade.

Oliver Kahn criticou tanto o time do Bayern nos últimos anos, segundo Matthäus, que isso não saiu da cabeça dos outros jogadores. E detonou: "cada um joga para si próprio, mas não para Oliver Kahn".

De fato, após um jogo do Campeonato Alemão, em que o Bayern perdeu de 1 a 0 para o Schalke, o goleiro partiu para cima dos jogadores de sua equipe dizendo que nenhum era homem: "Colhões, precisamos de colhões!", disse Kahn.

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