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Alemanha

Clonagem de embriões condenada na Alemanha

A Grã-Bretanha criou um precedente e permitiu a clonagem de embriões humanos. Políticos e associações médicas alemãs exigem uma proibição européia de clones.

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Sociedade condena extração de células-tronco, que implica morte do embrião

Após a clonagem de embriões ter sido autorizada na Grã-Bretanha, um caso inédito na Europa, organizações médicas alemãs exigiram uma proibição internacional de clones. O Conselho Federal de Medicina da Alemanha quer um acordo internacional, que proteja os embriões de qualquer tipo de intervenção científica. "Tanto a clonagem para gerar uma vida humana como para fins científicos deveria ser punida como crime", declarou o presidente do Conselho, Jörg-Dietrich Hoppe.

Liberdade é fachada — A associação de médicos Marburger Bund defendeu a criação de uma lei européia para proteção de embriões: "Por trás da fachada da liberdade de pesquisa, a ciência está minando a dignidade humana", criticou o presidente da instituição, Frank Ulrich Montgomery.

Quebra de tabu — A decisão britânica também gerou grande indignação entre os políticos alemães. Os parlamentares consideram o precedente britânico uma inaceitável quebra de tabu. "Esta é a primeira vez, depois de 1945, que a vida humana pode ser alvo de abuso para fins de pesquisa", declarou Hupert Hüppe (CDU), vice-presidente da comissão de ética do Parlamento alemão.

Mobilização internacional — A presidente da Comissão de Direitos Humanos do Bundestag, Christa Nockel (Partido Verde), também advertiu contra a violação da dignidade humana por meio de experimentos científicos. Ela exigiu que os políticos alemães mobilizem os países que já haviam se pronunciado contra a clonagem no passado. Nickels discorda do argumento de que a engenharia genética seja importante para a Alemanha como setor de pesquisa, lembrando que a descoberta da remédios para diversas doenças vem sendo possível com outros métodos.

Aliança com Paris — A oposição democrata-cristã criticou o governo alemão por falta de clareza nesta questão. O encarregado de engenharia genética da bancada de social-cristãos e democrata-cristãos no Parlamento, Helmut Heiderich, exigiu que a coalizão de social-democratas e verdes se junte à França para reintroduzir nas Nações Unidas a discussão sobre ética biológica.

O precedente britânico — Em meados desta semana, autoridades britânicas haviam autorizado pela primeira vez a clonagem de embriões humanos para fins de pesquisa. Cientistas de Newcastle, no norte da Inglaterra, querem substituir o material genético do óvulo pelo material de células de doadores, a fim de se poder retirar do embrião produzido artificialmente as novas células-tronco. Isso ocasiona a morte do embrião. O propósito disso é a pesquisa sobre novas formas de tratamento de diabete. A licença concedida aos pesquisadores tem validade de um ano. Na Grã-Bretanha, a clonagem é permitida, em princípio, mas cada caso precisa receber uma autorização explícita.

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