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Mundo

Clima global é tema de Merkel e Steinmeier em Tóquio e na Califórnia

Enquanto a premiê alemã dedica sua viagem ao Japão ao controle das emissões de CO2, o ministro do Exterior encontra-se com o ex-"Exterminador do Futuro", buscando maior cooperação entre Europa e EUA.

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Ministro alemão do Exterior (e) e governador Schwarzenegger na Califórnia

Tanto a chanceler federal Angela Merkel quanto o ministro das Relações Exteriores Frank-Walter Steinmeier se engajaram nesta quinta-feira (30/08) por uma cooperação internacional mais intensa em prol do clima mundial.

No segundo dia de sua viagem ao Japão, a premiê da Alemanha apresentou uma nova iniciativa para alcançar metas concretas de proteção ao clima, em escala mundial. Enquanto isso, na Califórnia, o chefe da diplomacia alemã discute como melhorar a cooperação ambiental entre a Europa e a América do Norte.

Após Kyoto

A visita de Merkel é inteiramente centrada no combate às mudanças climáticas. Ela propôs em Tóquio um modelo segundo o qual os valores-limite para emissão de dióxido de carbono (CO2) se orientariam pelo número de habitantes de cada país. Desta forma, seriam levados em consideração os interesses dos grandes países emergentes, como a China e a Índia, onde o crescimento econômico é vertiginoso.

BdT Japan Deutschland Angela Merkel trinkt Tee

Angela Merkel participou da cerimônia do chá no Japão

Na ocasião, a premiê reforçou suas exigências de metas concretas para a redução das emissões de CO2, as quais considera "incontornáveis". Merkel tem em vista as negociações sobre um futuro acordo internacional substituindo o Protocolo de Kyoto, que prescreve no final de 2012.

O sistema apresentado por ela se baseia numa sugestão feita pelo primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, durante a cúpula do G8 de junho último. Segundo este, cada país teria direito a uma cota de emissão per capita. Os países emergentes que se encontrassem abaixo da média internacional receberiam inicialmente apoio financeiro, até sua produção de gases-estufa se equiparar à dos países industriais.

Sem EUA, emergentes ficarão de fora

Merkel vê aqui uma chance de acordo entre as nações em desenvolvimento e as industrializadas, tendo em vista a redução do C02 em 50%, até 2050. No nível das Nações Unidas, espera-se conseguir em 2009 um consenso sobre o tratado que sucederá Kyoto.

"Serão negociações duras até 2009", observou a chanceler federal alemã. Contudo, ela está certa de poder contar com o apoio norte-americano. "Acho que os EUA participarão, mas, enfim, os EUA precisam participar." De outro modo, os emergentes jamais se comprometerão com metas concretas.

Europa e América do Norte unidas

O ministro Frank-Walter Steinmeier também visitou o estado da Califórnia para discutir uma cooperação mais próxima entre a Europa e o subcontinente norte-americano, no tocante à luta contra o aquecimento global.

Antes de seu encontro com o governador republicano Arnold Schwarzenegger, Steinmeier declarara serem boas as perspectivas de coordenar os esforços da Califórnia e de outros estados da Costa Oeste com os da Europa.

Uma das metas é combinar os diferentes sistemas de negociação de emissões adotados na União Européia e nos EUA. Além da Costa Oeste, encabeçada pelo ex-ator de origem austríaca, a iniciativa conta com a participação das províncias canadenses de British Columbia e Manitoba, assim como de alguns estados da Costa Leste estadunidense. O governo federal norte-americano manteve-se de fora.

" Hasta la vista, CO2!"

Com Schwarzenegger, a Califórnia assumiu, dentro dos EUA, posição pioneira na proteção do clima. O estado se comprometeu a reverter, até 2020, a emissão de CO2 aos níveis de 1990, mesmo considerando uma expectativa de 42% de crescimento demográfico.

"Temos que dizer ' Hasta la vista, baby!' aos gases-estufa", declarou o governador há poucos meses, numa referência a seu papel-título nos filmes da série O exterminador do futuro.

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