Clínica de Munique apresenta paciente do transplante duplo de braços | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 08.10.2008
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Alemanha

Clínica de Munique apresenta paciente do transplante duplo de braços

Paciente do primeiro transplante duplo de braços do mundo é apresentado à imprensa na clínica onde foi realizada a cirurgia, em Munique. Agricultor alemão de 54 anos havia perdido os braços em acidente há seis anos.

default

Karl Merk (c) ao lado de seus médicos Edgar Biemer (e) e Christoph Hoehnke

Cerca de dez semanas após o primeiro transplante duplo de braços do mundo, o paciente mal pode esperar a hora de receber alta. "O mais importante para mim agora é retornar para casa", disse Karl Merk, de 54 anos, nesta quarta-feira (08/10), ao ser apresentado pela equipe médica da clínica Rechts der Isar, em Munique. Os médicos acreditam que ele poderá deixar o hospital em quatro a seis semanas.

Deutschland Gesundheit Armtransplantation Karl Merk in München

Merk usa espécie de tipóia para fixar os braços

Merk, que é agricultor, perdeu os dois braços num acidente com uma máquina agrícola há seis anos. A cirurgia, realizada em 25 de julho último, durou 15 horas e foi realizada por uma equipe de 40 pessoas. Os membros foram retirados de um rapaz cuja morte cerebral fora constatada.

O chefe da equipe médica, Christoph Höhnke, falou de "otimismo contido" ao ser questionado se Merk algum dia poderá movimentar os braços. Os nervos crescem com uma velocidade de um milímetro por dia nos dois braços, que ainda são apoiados por uma tipóia especial. Ele já é capaz de fazer movimentos simples, como apagar a luz ou ligar a televisão.

Logo abaixo da cicatriz da cirurgia, Merk disse sentir formigamentos. Os médicos avaliam isso como um sinal de que os nervos estão se regenerando e que os novos braços não foram rejeitados.

Risco de rejeição diminui a cada dia

Segundo o especialista em transplantes Manfred Stangl, a cirurgia foi um enorme desafio, pois a grande quantidade de pele e a medula óssea transplantadas aumentaram os riscos de rejeição. "O risco nunca será zero, mas a cada dia que passa ele se torna menor", resumiu o médico.

"Não devolvo mais meus braços", disse Merk, que faz exercícios durante várias horas por dia sob a assistência de fisioterapeutas e psicólogos. "O paciente precisa aprender que tem braços novamente", afirmou Höhnke.O processo de adaptação pode durar dois anos. Só então se dirá se a operação deu certo, informaram os médicos. O principal objetivo de Merk é retornar para casa e dar uma volta em sua motocicleta pelo lugarejo bávaro de Westerheim, onde mora.

Leia mais