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Ciência e Saúde

Circo dos EUA anuncia que vai deixar de usar elefantes

Críticas de associações de proteção dos animais e legislações que proíbem o uso levam o tradicional Ringling Bros Circus a retirar os elefantes de seus espetáculos a partir de 2018.

Um dos circos mais tradicionais dos Estados Unidos, o Ringling Bros and Barnum & Bailey, vai deixar de usar elefantes em seus espetáculos a partir de 2018, como anunciou nesta quinta-feira (05/03) a empresa de entretenimento à qual pertence.

Com a aposentadoria, os 13 elefantes asiáticos usados nos espetáculos itinerantes passarão a viver num centro de conservação mantido pela empresa na Flórida, com 81 hectares. Hoje eles são parte essencial do espetáculo chamado de "O maior show da Terra".

Elefantes são uma das mais tradicionais atrações em espetáculos circenses em todo o mundo, mas as empresas enfrentam cada vez mais críticas de associações de defesa dos animais. O Ringling Bros and Barnum & Bailey Circus, que existe há quase um século, é acusado de maltratar os elefantes, e ativistas costumavam protestar em frente aos locais de espetáculo. A empresa nega a acusação.

Em 2014, a Feld Entertainment ganhou uma causa de 25,2 milhões de dólares contra as entidades de proteção dos animais, que não conseguiram provar que o circo maltrata seus elefantes. A batalha jurídica durou 14 anos.

A companhia afirmou que decisão de acabar com o uso dos elefantes foi uma resposta a mudanças nas preferências dos consumidores e na legislação e vai ajudar a empresa a focar na conservação de espécies ameaçadas.

Ringling Brothers trennen sich von ihren Elefanten

Cidades americanas têm leis diferentes de proteção dos animais, o que cria dificuldades para os circos

"A decisão não foi fácil, mas atende aos melhores interesses da nossa companhia, dos nossos elefantes e dos nossos clientes", afirmou o presidente da Feld Entertainmen, Kenneth Feld.

Nos últimos anos, muitas cidades dos Estados Unidos criaram leis que proíbem o uso de elefantes em espetáculos, o que atrapalha os negócios da Feld Entertainment, já que o circo é itinerante. Por ano, o espetáculo é apresentado em 115 cidades, e as diferentes legislações sobre o uso de elefantes criam custos adicionais.

Ao todo, a empresa é dona de 43 elefantes asiáticos. Desses, 29 já vivem no centro de conservação na Flórida, 13 são usados no espetáculo e um está emprestado para outro circo, para procriação. Essa é a maior manada de elefantes da América do Norte. Segundo a Feld, cada elefante custa 65 mil dólares por ano para a empresa.

O centro de conservação na Flórida será aberto apenas para pesquisadores e cientistas interessados em estudar os elefantes asiáticos. Mas Feld disse que, mais tarde, talvez haja também uma possibilidade de visitação pública.

A empresa ainda deixou claro que tigres, leões, cavalos, cachorros e camelos continuarão a ser usados em seus espetáculos circenses.

AS/ap/rtr

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