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Cultura

Cinema brasileiro na Berlinale

Embora faltem à competição deste ano filmes latino-americanos, o Brasil participa do Festival de Cinema de Berlim com três longas e dois curtas. Nas paralelas, o destaque é dado a produções asiáticas e do Oriente Médio.

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Diretor canadense Atom Egoyan preside o júri da próxima Berlinale

Em tempos às beiras de uma guerra EUA & Iraque, não é de se assustar que parte do festival de Berlim, uma das vitrines mais importantes do cinema mundial, esteja voltado para discussões em torno dos conflitos no Oriente Médio. Além disso, a organização do Fórum do Jovem Cinema – que apesar do nome abre espaço para cineastas mais que veteranos – dirige seu olhar quase que exclusivamente para a produção asiática.

Ásia – Praticamente a metade dos escolhidos para o ciclo paralelo mais "independente" em Berlim (24 dos 52 registros) vêm do Japão, China, Hong Kong ou Coréia. Com isso, a nova diretoria do Fórum dá continuidade à tradição estabelecida até 2001 pelo ex-diretor Ulrich Gregor, um ferrenho admirador da produção da região em seus 30 anos à frente da mostra. A América Latina perde, assim, espaço, apesar da gorda safra de produções brasileiras que chegam ao mercado em 2003.

Brasil – Amarelo Manga, do pernambucano Cláudio Assis, e Rua Seis, Sem Número, do veterano João Batista de Andrade, são os dois brasileiros escalados. Além deles, o paralelo Panorama traz O Homem do Ano, de José Henrique Fonseca, entre os 34 longas de ficção e 12 documentários. Da lista de 57 curtas do festival fazem parte os brasileiros Plano-Seqüência (competição), de Patrícia Moran, e O Céu de Iracema (mostra infantil), de Iziane Filgueiras Mascarenhas.

Enquanto Amarelo Manga já foi avaliado pelo público brasileiro (levou sete prêmios no Festival de Brasília), o longa de José Henrique Fonseca tem sua estréia mundial em Berlim. Há de se notar que tanto Amarelo Manga quanto O Homem do Ano marcam as estréias de seus respectivos diretores nos longas de ficção. O pernambucano Cláudio Assis traz na bagagem o premiado curta Texas Hotel e conta com a fotografia de ninguém menos que Walter Carvalho (diretor do belíssimo Lavoura Arcaica e responsável pela fotografia de Central do Brasil, entre outros). Já José Henrique Fonseca, habituado a dirigir comerciais e videoclips, contou com o roteiro de seu próprio pai, o escritor Rubem Fonseca, para a adaptação do policial O Matador, de Patrícia Melo.

AIDS – A mostra Panorama continua tendo um dos seus pontos fortes no destaque à temática gay, desta vez representada, entre outros, por duas abordagens político-sociológicas da AIDS (os norte-americanos Fight Back, Fight AIDS, de James Wentzy, e The Gift, de Louise Hogarth). Na esteira da discussão sobre o Oriente Médio, o Panorama traz a Berlim Local Angel – Theological Political Fragments, uma co-produção EUA-Israel dirigida por Udi Aloni, ao lado de O Canto do Milionário (Tunísia-França), de Mohamed Zran.

De Ozu a Fidel – Além de uma homenagem de todos ciclos do festival à cinematografia de Yasujiro Ozu, por ocasião dos cem anos de seu nascimento, e uma retrospectiva da obra de Murnau, a programação de 2003 em Berlim promete algumas boas surpresas. Entre os alemães, uma das expectativas é o novo longa de Andreas Dresen ( Sombras da Noite, Grill Point). Berlin and beyond é uma incursão – provavelmente irônica – ao universo dos alemães remanescentes do sistema comunista. "Um olhar profundo em direção à constituição mental da República do Leste", anuncia Dresen.

Entre outros, o festival de 2003 tem ainda como destaque uma produção de Kusturica ( Jagoda no Supermercado, de Dusan Milic) e um portrait de Fidel Castro dirigido por ninguém menos que Oliver Stone ( Comandante expõe as opiniões de Fidel sobre Che Guevara, Kennedy e Nixon, além de documentar detalhes de sua vida privada). A competição oficial reserva uma boa dose de cinemão, como de praxe, mas com uma lista de diretores que não deixa a desejar: Spike Lee, Claude Chabrol, Zhang Yimou, Alan Parker, Steven Soderbergh e Patrice Chéreau, entre outros.

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